O objetivo deste Blog é a divulgação de livros, pesquisas, blogs, cursos e palestras relacionadas aos temas:Saude, Educação, Stress, Síndrome de Burnout e Qualidade de Vida no Trabalho. Sejam bem vindos !!!
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Meio ambiente e qualidade de vida
Sabemos que meio ambiente e qualidade de vida estão completamente ligados, hoje em dia é preciso colocar em primeiro lugar a natureza porque é através dela que sobrevivemos, mas o que está acontecendo já há décadas é que a população que não estava conscientizada e cresceu não dando valor para o meio ambiente consequentemente a globalização tomou conta do mundo e hoje em uma atualidade moderna e muito avançada estamos sofrendo com o que está acontecendo, são cada vez mais comuns furacões e tempestades fora de época, às estações do ano não são como antes e muitas vezes elas se confundem fazendo calor no inverno e dias frios no verão ou quando massas de ar quente tomam conta do verão elevando as temperaturas acima da média e no inverno algumas regiões que antes não sofriam com o frio da estação hoje acordam com manhãs geadas.
Campanhas publicitárias, celebridades famosas, cantores e outros ícones admirados ajudam a população se conscientizar de que é preciso preservar o meio ambiente para garantir nossa qualidade de vida e das futuras gerações. Não é só separar a coleta de lixo, não jogar papel no chão ou poluir o ar é preciso saber o quanto é importante em nossa vida mantermos respeito a natureza que é uma fonte primária. A qualidade que tantos buscam não quer dizer somente em ter tempo livre para fazer compras, para ir para a academia, ou fazer uma dieta e incluir alimentos saudáveis, é geral para que todos tenham mais qualidade de vida mais fontes sustentáveis e assim cada um fazem sua parte garantindo a salvação do planeta.
As questões sobre o meio ambiente não é um problema para ser resolvidas, mas diremos que o assunto que envolve meio ambiente devemos dar mais valor e atenção, já que dependemos disso para o futuro, para garantir qualidade de vida é preciso muito mais do que respirar ar puro mas ter a noção de tudo o que fazemos tem consequências e não é hoje nem amanhã que sofreremos, é o mundo daqui dez, vinte, trinta, cinqüenta anos que está em jogo. Qualidade de vida é o que todos querem, mas para ter precisamos dar mais valor para a qualidade que hoje temos.
FONTE: http://www.blogbrasil.com.br/meio-ambiente-e-qualidade-de-vida/
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Alimentos Anti- Stress nti
- S
tressAlimentos
Alface: calmante. Espinafre e brócolis: previnem a depressão.
Peixes e frutos do mar: diminuem o cansaço e a ansiedade, pois contêm zinco e selênio.
Laranja: promove um melhor funcionamento do sistema nervoso. É um ótimo relaxante muscular e ajuda a combater o estresse e prevenir a fadiga.
Castanha-do-pará: melhora sintomas de depressão.
Cenoura: Um estudo do International Journal for Vitamin and Nutrition Research revelou que a carência em vitamina biotina (abundante nas cenouras) conduz à depressão e à fadiga.
Abóbora: Contém grande quantidade de zinco e, segundo um estudo da Academia de Ciências da Polónia, é um mineral essencial para transformar os triptófanos em serotonina, a hormona de felicidade.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Respire ...
Respiração - O Ato Fundamental da Vida
Respirar é o primeiro ato que praticamos quando chegamos a este mundo.
E o interessante é que nascemos sabendo respirar muito bem, pois quando observamos um bebê, podemos perceber que ele respira a contento, realizando a respiração diafragmática de forma natural. Porém ao longo da vida, perdemos essa conexão em função de vários fatores como repressão e medos impostos, hábitos educacionais contrários à natureza, desenvolvimento de padrões emocionais e culturais que dificultam a expansão natural dos alvéolos pulmonares e do diafragma, como roupas apertadas, fatores estressantes e exercícios físicos inadequados.
Na prática de Yoga a respiração é chamada de pranayama. Prana significa força vital e yama, domínio ou expansão. Assim sendo, pranayama é o domínio da bioenergia através de exercícios respiratórios. O Yoga nos ensina técnicas que resgatam o ritmo natural da respiração, proporcionando aos pulmões, músculos e cérebro a oxigenação necessária para o funcionamento satisfatório de todo o organismo. Tais técnicas permitem ainda maior expansão da consciência, fazendo da respiração um ato voluntário e, com a prática, respirar de forma correta torna-se o novo hábito.
Sabe-se que a respiração de qualidade é fundamental para reduzir a sensação de ansiedade e estresse, bem como estabilizar as emoções e outras questões emocionais que acometem a maioria das pessoas. Previne e ajuda no controle de problemas digestivos, cardio-respiratórios e circulatórios, além de asmas, bronquites, sinusites, alergias. Elimina toxinas e promove a melhoria de funções orgânicas.
A respiração é, pois, a mais importante dentre as demais funções biológicas, e não podemos parar de respirar mais que alguns segundos, sob pena de termos comprometido nosso equilíbrio físico, mental e emocional e, claro, a própria vida.
Respirar é o último ato que praticamos quando deste mundo partimos.
Worshop de Respiração
Aprimorando o Ato Fundamental da Vida
Data: 07/05/2010 - 18:00 às 22 horas
Inscrições somente até o dia 05/05/2010
Telefone: (38) 3213 0057 - 9102 9063
RD Núcleo de Yoga e Terapias Corporais
sexta-feira, 15 de abril de 2011
terça-feira, 5 de abril de 2011
Gerais: Revista Interinstitucional de Psicologia
Caros leitores,
Gerais: Revista Interinstitucional de Psicologia acaba de publicar seuúltimo número em http://www.fafich.ufmg.br/gerais/index.php/gerais.
Convidamos a navegar no sumário da revista para acessar os artigos e itensde interesse.
Agradecemos seu interesse em nosso trabalho,
Maria Nivalda Carvalho-FreitasUniversidade Federal de São João del-Rei (UFSJ)
editoriageraisufsj@gmail.com Gerais: Revista Interinstitucional de PsicologiaVol. 3, No 2 (2010)
Sumáriohttp://www.fafich.ufmg.br/gerais/index.php/gerais/issue/view/8
Editorial--------Editorial (108)
Comissão Editorial Gerais Consultores Ad Hoc Volume 3 (230
Comissão Editorial Gerais Expedient
eComissão Editorial Gerais Artigos
Análise da Literatura sobre a Comorbidade entre Fobia Social e Depressão(109-123)Lívia Ferreira de Araújo, Telmo Mota Ronzani, Lélio Moura Lourenço
Ritos de Passagem da Adolescência à Vida Adulta: Diferenças Etárias ede Gênero (124-135)Luciana Karine de Souza, Sherri Nevada McCarthy
Câncer na Mãe e o Impacto Psicológico no Comportamento de seus FilhosPequenos (136-148)Elisa Kern de Castro, Clarisse Job As Infâncias e suas Crianças: Jogando Conversa (Séria) Fora (149-159)Paula Cristina Medeiros Rezende, Ludmilla Dell'Isolla Pelegrini de MeloFerreira, Marcella Oliveira Araújo
Brincar e Humanização: Avaliando um Programa de Suporte na InternaçãoPediátrica1 (160-174)Rodrigo Lopes Miranda, Juliana Giosa Begnis, Alysson Massote Carvalho
TDAH: Nível de Conhecimento e Intervenção em Escolas do Município deFloresta Azul, Bahia (175-183)Juliana Santos Freitas, Kaliana Cabral Figueiredo, Natanael ReisBomfim, Thyara Ferreira Ribeiro Mendonça,
Pesquisa-intervenção em um CAPSad – Centro de Atenção PsicossocialÁlcool e Drogas (184-197)Ricardo Wagner Machado Silveira, Diogo Rezende, Willian Araújo Moura
O Lugar do Trabalho na Vida do Egresso do Sistema Prisional: Um Estudo deCaso (198-212)Lidiane de Almeida Barbalho, Vanessa Andrade de Barros
A Identidade Gerencial de Chefes de Departamento de Universidades Federaisem Minas Gerais (213-222)Angelo Brigato Esther, Faviane Teixeira da Silva, Beatriz Assis Melo Relatos de Experiência--------Inserção do Psicólogo em Centros de Referência de Assistência Social– CRAS (223-229)Ana Flávia de Sales Costa, Claudia Lins Cardoso ________________________________________________________________________Gerais: Revista Interinstitucional de PsicologiaISSN: 1983-8220http://www.fafich.ufmg.br/gerais/index.php/gerais
acaba de publicar seuúltimo número em http://www.fafich.ufmg.br/gerais/index.php/gerais.
Gerais: Revista Interinstitucional de Psicologia acaba de publicar seuúltimo número em http://www.fafich.ufmg.br/gerais/index.php/gerais.
Convidamos a navegar no sumário da revista para acessar os artigos e itensde interesse.
Agradecemos seu interesse em nosso trabalho,
Maria Nivalda Carvalho-FreitasUniversidade Federal de São João del-Rei (UFSJ)
editoriageraisufsj@gmail.com Gerais: Revista Interinstitucional de PsicologiaVol. 3, No 2 (2010)
Sumáriohttp://www.fafich.ufmg.br/gerais/index.php/gerais/issue/view/8
Editorial--------Editorial (108)
Comissão Editorial Gerais Consultores Ad Hoc Volume 3 (230
Comissão Editorial Gerais Expedient
eComissão Editorial Gerais Artigos
Análise da Literatura sobre a Comorbidade entre Fobia Social e Depressão(109-123)Lívia Ferreira de Araújo, Telmo Mota Ronzani, Lélio Moura Lourenço
Ritos de Passagem da Adolescência à Vida Adulta: Diferenças Etárias ede Gênero (124-135)Luciana Karine de Souza, Sherri Nevada McCarthy
Câncer na Mãe e o Impacto Psicológico no Comportamento de seus FilhosPequenos (136-148)Elisa Kern de Castro, Clarisse Job As Infâncias e suas Crianças: Jogando Conversa (Séria) Fora (149-159)Paula Cristina Medeiros Rezende, Ludmilla Dell'Isolla Pelegrini de MeloFerreira, Marcella Oliveira Araújo
Brincar e Humanização: Avaliando um Programa de Suporte na InternaçãoPediátrica1 (160-174)Rodrigo Lopes Miranda, Juliana Giosa Begnis, Alysson Massote Carvalho
TDAH: Nível de Conhecimento e Intervenção em Escolas do Município deFloresta Azul, Bahia (175-183)Juliana Santos Freitas, Kaliana Cabral Figueiredo, Natanael ReisBomfim, Thyara Ferreira Ribeiro Mendonça,
Pesquisa-intervenção em um CAPSad – Centro de Atenção PsicossocialÁlcool e Drogas (184-197)Ricardo Wagner Machado Silveira, Diogo Rezende, Willian Araújo Moura
O Lugar do Trabalho na Vida do Egresso do Sistema Prisional: Um Estudo deCaso (198-212)Lidiane de Almeida Barbalho, Vanessa Andrade de Barros
A Identidade Gerencial de Chefes de Departamento de Universidades Federaisem Minas Gerais (213-222)Angelo Brigato Esther, Faviane Teixeira da Silva, Beatriz Assis Melo Relatos de Experiência--------Inserção do Psicólogo em Centros de Referência de Assistência Social– CRAS (223-229)Ana Flávia de Sales Costa, Claudia Lins Cardoso ________________________________________________________________________Gerais: Revista Interinstitucional de PsicologiaISSN: 1983-8220http://www.fafich.ufmg.br/gerais/index.php/gerais
acaba de publicar seuúltimo número em http://www.fafich.ufmg.br/gerais/index.php/gerais.
terça-feira, 29 de março de 2011
quarta-feira, 23 de março de 2011
Burnout, o inimigo "quase invisível" das organizações - O Globo (28/02)
Seg, 12 de Abril de 2010 10:15 Webmaster Pesquisas no Brasil e no exterior apontam: um percentual entre 30 e 40% de profissionais têm Burnout em nível moderado, médio ou grave. Esta síndrome gerada por ambientes de trabalho com alto grau de pressão tem sido responsável pelas quedas na performance, faltas ao trabalho ou mesmo demissão voluntária nas empresas. Traduzido ao pé da letra por "combustão completa", o Burnout, erroneamente confundido com o estresse, soma três fatores: cansaço emocional, baixa realização profissional e despersonalização - o profissional trata os demais como objetos, perdendo o interesse em serví-los.
Para o Dr. Paulo Cesar Souza, da Diretoria Técnica da Amil, é primordial ter a consciência de que Burnout não é natural. Algum tipo de conflito sempre existe, mas Burnout é muito mais do que conflito. "O Burnout se alastra porque nem todos suportam altos níveis de pressão; outro grande desafio é que esta síndrome não é identificada facilmente, muita gente que a tem não se dá conta disso", alerta ele, que se interessou pelo estudo da Síndrome de Burnout ao atuar nos CTIs (Centro de Tratamento Intensivo) de hospitais, áreas com alto nível de pressão.
Na opinião do Dr. Paulo Cesar, a pressão pode fazer parte da atividade, mas a dose é a questão, não existindo um nível "razoável" para todos. "Nem todos os colaboradores suportam o mesmo nível de pressão e dão bons resultados; os líderes imaginam que apenas colocando pressão nos colaboradores, vão obter resultado", sintetiza. Na prática, não é o que ocorre.
"Vejo com muita preocupação a questão do Burnout, especialmente porque o cenário de pressões ainda vai se intensificar", argumenta Alfieri Casalecchi, gerente corporativo do Grupo Amil e profissional em constante contato com executivos de organizações de diversos segmentos. Ele considera que os executivos deveriam conhecer melhor seus limites físicos e emocionais. "A repetição do sucesso nos negócios acaba nos passando uma sensação de que somos super-homens ou super-mulheres e, é neste momento, que podemos passar do ponto", justifica Alfieri ao citar exercícios físicos e a vida em família como excelentes soluções para se evitar o Burnout.
Uma medida eficaz para lidar com a questão está na aplicação de questionários, ponto de partida no processo de diagnóstico e da medição do nível de Burnout em um profissional ou em um grupo de profissionais.
Reduzir o excesso de horas de trabalho e a sobrecarga de tarefas nas mãos de uma pessoa só, definir metas, transferir o profissional de setor ou função e aumentar o nível de escuta e respeito aos profissionais são, na análise do Dr. Paulo Cesar, alguns "remédios" que os gestores de pessoas podem oferecer ao ambiente de trabalho para tratar o Burnout.
O suporte da Psicologia é também um caminho eficaz para evitar ou lidar com o Burnout. Motivada pela falta de conhecimento dos profissionais que pesquisavam apenas o estresse, a Drª Maria Fernanda Marcondes, psicóloga-clínica com ênfase na abordagem cognitivo-comportamental, passou em 2004 a estudar e trabalhar com o Burnout. Para tratar esta síndrome pela terapia cognitivo-comportamental, ela utiliza procedimentos que incluem o relaxamento por meio de uma respiração pelo abdômen que melhora a oxigenação do cérebro, entre outros; "afinal, é um dos sintomas do estresse e do Burnout é a respiração curta das pessoas", explica. A Drª Maria Fernanda revela que profissionais com Burnout costumam ter explosões de raiva, mas também podem apresentar apatia, dificuldade para engolir alimentos sólidos, sentimento de solidão, falta de concentração, entre outros sintomas.
"Para lidar com o Burnout trabalho com a respiração da situação que causou a síndrome, o que possibilita à pessoa ter uma nova visão do mundo, pois pensamentos adequados geram comportamentos adequados", esclarece. Por meio da ressignificação, quando o significado se modifica, as respostas e comportamentos da pessoa também se modificam.
Precisamos ser mais pró-ativos, segundo asseguram os Drs. Paulo Cesar e Maria Fernanda. EUA e Europa, por exemplo, tratam do tema motivados por uma forte preocupação: o Burnout está gerando perda de talentos às organizações locais. No Japão, o Burnout é caso de saúde pública, pois as autoridades locais já tomaram consciência de que esta é causa da maioria dos suicídios.
"Seria muito mais econômico atuar na prevenção do problema do que gastar com o afastamento de funcionários", argumenta a Drª. Maria Fernanda. Na visão do Dr. Paulo Cesar, é vital que os Rhs sensibilizem seus líderes para o fato de que a Síndrome de Burnout atinge a raiz do negócios das empresas: suas melhores pessoas. Acesse www.abrhrj.org.br e preencha um mini-questionário capaz de identificar tendências de Burnout.
Fonte: http://www.sintres.org.br/site/index.php
Para o Dr. Paulo Cesar Souza, da Diretoria Técnica da Amil, é primordial ter a consciência de que Burnout não é natural. Algum tipo de conflito sempre existe, mas Burnout é muito mais do que conflito. "O Burnout se alastra porque nem todos suportam altos níveis de pressão; outro grande desafio é que esta síndrome não é identificada facilmente, muita gente que a tem não se dá conta disso", alerta ele, que se interessou pelo estudo da Síndrome de Burnout ao atuar nos CTIs (Centro de Tratamento Intensivo) de hospitais, áreas com alto nível de pressão.
Na opinião do Dr. Paulo Cesar, a pressão pode fazer parte da atividade, mas a dose é a questão, não existindo um nível "razoável" para todos. "Nem todos os colaboradores suportam o mesmo nível de pressão e dão bons resultados; os líderes imaginam que apenas colocando pressão nos colaboradores, vão obter resultado", sintetiza. Na prática, não é o que ocorre.
"Vejo com muita preocupação a questão do Burnout, especialmente porque o cenário de pressões ainda vai se intensificar", argumenta Alfieri Casalecchi, gerente corporativo do Grupo Amil e profissional em constante contato com executivos de organizações de diversos segmentos. Ele considera que os executivos deveriam conhecer melhor seus limites físicos e emocionais. "A repetição do sucesso nos negócios acaba nos passando uma sensação de que somos super-homens ou super-mulheres e, é neste momento, que podemos passar do ponto", justifica Alfieri ao citar exercícios físicos e a vida em família como excelentes soluções para se evitar o Burnout.
Uma medida eficaz para lidar com a questão está na aplicação de questionários, ponto de partida no processo de diagnóstico e da medição do nível de Burnout em um profissional ou em um grupo de profissionais.
Reduzir o excesso de horas de trabalho e a sobrecarga de tarefas nas mãos de uma pessoa só, definir metas, transferir o profissional de setor ou função e aumentar o nível de escuta e respeito aos profissionais são, na análise do Dr. Paulo Cesar, alguns "remédios" que os gestores de pessoas podem oferecer ao ambiente de trabalho para tratar o Burnout.
O suporte da Psicologia é também um caminho eficaz para evitar ou lidar com o Burnout. Motivada pela falta de conhecimento dos profissionais que pesquisavam apenas o estresse, a Drª Maria Fernanda Marcondes, psicóloga-clínica com ênfase na abordagem cognitivo-comportamental, passou em 2004 a estudar e trabalhar com o Burnout. Para tratar esta síndrome pela terapia cognitivo-comportamental, ela utiliza procedimentos que incluem o relaxamento por meio de uma respiração pelo abdômen que melhora a oxigenação do cérebro, entre outros; "afinal, é um dos sintomas do estresse e do Burnout é a respiração curta das pessoas", explica. A Drª Maria Fernanda revela que profissionais com Burnout costumam ter explosões de raiva, mas também podem apresentar apatia, dificuldade para engolir alimentos sólidos, sentimento de solidão, falta de concentração, entre outros sintomas.
"Para lidar com o Burnout trabalho com a respiração da situação que causou a síndrome, o que possibilita à pessoa ter uma nova visão do mundo, pois pensamentos adequados geram comportamentos adequados", esclarece. Por meio da ressignificação, quando o significado se modifica, as respostas e comportamentos da pessoa também se modificam.
Precisamos ser mais pró-ativos, segundo asseguram os Drs. Paulo Cesar e Maria Fernanda. EUA e Europa, por exemplo, tratam do tema motivados por uma forte preocupação: o Burnout está gerando perda de talentos às organizações locais. No Japão, o Burnout é caso de saúde pública, pois as autoridades locais já tomaram consciência de que esta é causa da maioria dos suicídios.
"Seria muito mais econômico atuar na prevenção do problema do que gastar com o afastamento de funcionários", argumenta a Drª. Maria Fernanda. Na visão do Dr. Paulo Cesar, é vital que os Rhs sensibilizem seus líderes para o fato de que a Síndrome de Burnout atinge a raiz do negócios das empresas: suas melhores pessoas. Acesse www.abrhrj.org.br e preencha um mini-questionário capaz de identificar tendências de Burnout.
Fonte: http://www.sintres.org.br/site/index.php
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
5 MANEIRAS DE REDUZIR O STRESS E BURNOUT DOS PROFESSORES http://www.associatedcontent.com/article/2685144/5_ways_to_reduce_teacher_stress_and.html
Michelle M. Guilbeau-Sheppard , Yahoo! Michelle M.-Sheppard Guilbeau , Yahoo! Contributor Network Colaborador da Rede

Here are 5 ways that have helped me to reduce my teacher stress and teacher burnout:
Feb 11, 2010 "Contribute content like this. Start Here ."
Start Here ". More: AYP Stress Reducers Empowering Burnout Burnout Ways to Reduce Stress It is become apparent to me that teachers I work with are increasingly feeling teacher stress and burnout , the demands placed on teachers are incredible.
While I am very aware that many professions are extremely demanding and many employees are under a great amount of stress, teachers are the ones whom I deal with on a daily basis and feel most in touch with in terms of AdChoices their emotional well being or non- well being.
Teachers will often talk about their love of their profession and the love they have for their students, however many teachers will also tell me that they are feeling very stressed for many different reasons.
Some reasons I have heard over and over again are issues such as: concerns their school will make AYP (adequate yearly progress), making sure their students are ready for the state testing, worrying about their students being homeless, concerned their students are not getting enough to eat and coming to school hungry, the list goes on and on.
In between all the worries and concerns, the teacher also needs to make sure he or she is following the curriculum and teaching the students what they are suppose to be learning.
It comes as no surprise when I hear a teacher tell me that they are feeling a tremendous amount of teacher stress and feel like they are getting teacher burnout. I feel an amazing amount of sadness for them not only because I hear the pain in their voice but also because I have experienced first hand the teacher stress and had thought numerous times that I was on the verge of teacher burnout.
However, from my experiences I have found activities that have helped me reduce my teacher stress and that feeling of teacher burnout. Not everything works the same for each person, so as a teacher who is feeling stress and burnout, it is important to experiment and find what works best for you.
Fonte: http://www.associatedcontent.com/article/2685144/5_ways_to_reduce_teacher_stress_and.html
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
A Síndrome de BURNOUT em professores do ensino regular: pesquisa, reflexões e enfrentamento
O conteúdo aborda a Síndrome de Burnout, tendo como foco os profissionais do magistério. Os seis capítulos do livro refletem, concomitantemente, um bem sucedido esforço de pesquisa, de reflexão e de replicação de conhecimentos que favorecem a humanização do posto de trabalho docente.
A idéia de produzir a presente obra teve origem na Dissertação de Mestrado: Índice de Burnout em Professores da Rede Publica de Ensino, de autoria de Gisele Cristine Tenório de M. Levy, orientada por Francisco de Paula Nunes Sobrinho, Professor Titular da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Programa de Pós Graduação em Burnout Educação.
O interesse dos autores, em cada capítulo do livro, foi seguir caminhos já trilhados por outros pesquisadores, com destaque para a escolha de modelos conceituais que orientem reflexões e ações de enfrentamento da Síndrome do Burnout.
No percurso da obra foram revisadas as técnicas de enfrentamento da síndrome e procedimentos associados a critérios de avaliação de sintomas, além da construção de instrumentos de medidas do índice de Burnout. O capítulo final é destinado, exclusivamente, aos professores e aponta sugestões para prevenir e enfrentar a Síndrome de Burnout.
Os autores expressam interesse na apropriação do conhecimento científico produzido sobre o tema, com vistas à proposição de políticas públicas orientadas para a melhoria das condições de trabalho docente.
Organizadores:
Gisele Cristine Tenório de Machado Levy; Bióloga pela Universidade Gama Filho, Psicóloga pela Universidade Estácio de Sá, Pós Graduada em Psicanálise pela Universidade Federal Fluminense, Mestre em Educação pela Universidade do Estado do Rio de janeiro (PROPED), Doutoranda em Políticas Públicas e Formação Humana pela Universidade do Estado do Rio de janeiro. Pesquisadora NUPI Núcleo Pedagogia Institucional da Faculdade de Educação da UERJ.
Francisco de Paula Nunes Sobrinho Ph.D. pela Vanderbilt University - Psicólogo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - Ergonomista certificado pela Associação Brasileira de Ergonomia ABERGO/Conselheiro Científico - Professor Titular da Universidade do Estado do Rio de Janeiro - Programa de Pós-graduação em Políticas Publicas e Formação Humana (PPFH).
________________________________________________________________
PREFÁCIO
Leila Regina d’Oliveira de Paula Nunes
I. BURNOUT: UMA TÃO CONHECIDA DESCONHECIDA
SÍNDROME
Ana Maria T. Benevides-Pereira
II.FATORES CONTRIBUINTES PARA A SÍNDROME DE
BURNOUT ENTRE PROFESSORES
Francisco de Paula Nunes Sobrinho
III. A SÍNDROME DE BURNOUT EM PROFESSORES
DO ENSINO FUNDAMENTAL
Gisele Cristine Tenório de Machado Levy
IV. BURNOUT EM ESTUDANTES DE MEDICINA:
UM DESAFIO PRÉ-PROFISSIONAL
Marcos Dórea
V. AVALIAÇÃO DE MEDIDAS DO BURNOUT:
POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE DO PROFESSOR
Carlos Alberto Absalão de Souza
VI. PROCEDIMENTOS E TÉCNICAS DE ENFRENTAMENTO
DA SÍNDROME DE BURNOUT ENTRE OS PROFESSORES
Lucia E. Novaes Malagris
APÊNDICE:
SUGESTÕES PARA O PROFESSOR PREVENIR
E ENFRENTAR A SÍNDROME DE BURNOUT
Lucia E. Novaes Malagris
e Gisele Cristine Tenório de Machado Levy.
Como adquirir o livro: Livraria da Travessa e pela Editora Cognitiva:
Rua Visconde de Pirajá, 547 / 608 - Ipanema
Rio de Janeiro - RJ - CEP: 22410-003
Telefax: (55) 21 3298 9850
info@editoracognitiva.com.br
O conteúdo aborda a Síndrome de Burnout, tendo como foco os profissionais do magistério. Os seis capítulos do livro refletem, concomitantemente, um bem sucedido esforço de pesquisa, de reflexão e de replicação de conhecimentos que favorecem a humanização do posto de trabalho docente.
A idéia de produzir a presente obra teve origem na Dissertação de Mestrado: Índice de Burnout em Professores da Rede Publica de Ensino, de autoria de Gisele Cristine Tenório de M. Levy, orientada por Francisco de Paula Nunes Sobrinho, Professor Titular da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Programa de Pós Graduação em Burnout Educação.
O interesse dos autores, em cada capítulo do livro, foi seguir caminhos já trilhados por outros pesquisadores, com destaque para a escolha de modelos conceituais que orientem reflexões e ações de enfrentamento da Síndrome do Burnout.
No percurso da obra foram revisadas as técnicas de enfrentamento da síndrome e procedimentos associados a critérios de avaliação de sintomas, além da construção de instrumentos de medidas do índice de Burnout. O capítulo final é destinado, exclusivamente, aos professores e aponta sugestões para prevenir e enfrentar a Síndrome de Burnout.
Os autores expressam interesse na apropriação do conhecimento científico produzido sobre o tema, com vistas à proposição de políticas públicas orientadas para a melhoria das condições de trabalho docente.
Organizadores:
Gisele Cristine Tenório de Machado Levy; Bióloga pela Universidade Gama Filho, Psicóloga pela Universidade Estácio de Sá, Pós Graduada em Psicanálise pela Universidade Federal Fluminense, Mestre em Educação pela Universidade do Estado do Rio de janeiro (PROPED), Doutoranda em Políticas Públicas e Formação Humana pela Universidade do Estado do Rio de janeiro. Pesquisadora NUPI Núcleo Pedagogia Institucional da Faculdade de Educação da UERJ.
Francisco de Paula Nunes Sobrinho Ph.D. pela Vanderbilt University - Psicólogo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro - Ergonomista certificado pela Associação Brasileira de Ergonomia ABERGO/Conselheiro Científico - Professor Titular da Universidade do Estado do Rio de Janeiro - Programa de Pós-graduação em Políticas Publicas e Formação Humana (PPFH).
________________________________________________________________
SUMÁRIO:
PREFÁCIO
Leila Regina d’Oliveira de Paula Nunes
I. BURNOUT: UMA TÃO CONHECIDA DESCONHECIDA
SÍNDROME
Ana Maria T. Benevides-Pereira
II.FATORES CONTRIBUINTES PARA A SÍNDROME DE
BURNOUT ENTRE PROFESSORES
Francisco de Paula Nunes Sobrinho
III. A SÍNDROME DE BURNOUT EM PROFESSORES
DO ENSINO FUNDAMENTAL
Gisele Cristine Tenório de Machado Levy
IV. BURNOUT EM ESTUDANTES DE MEDICINA:
UM DESAFIO PRÉ-PROFISSIONAL
Marcos Dórea
V. AVALIAÇÃO DE MEDIDAS DO BURNOUT:
POLÍTICAS PÚBLICAS DE SAÚDE DO PROFESSOR
Carlos Alberto Absalão de Souza
VI. PROCEDIMENTOS E TÉCNICAS DE ENFRENTAMENTO
DA SÍNDROME DE BURNOUT ENTRE OS PROFESSORES
Lucia E. Novaes Malagris
APÊNDICE:
SUGESTÕES PARA O PROFESSOR PREVENIR
E ENFRENTAR A SÍNDROME DE BURNOUT
Lucia E. Novaes Malagris
e Gisele Cristine Tenório de Machado Levy.
Como adquirir o livro: Livraria da Travessa e pela Editora Cognitiva:
Rua Visconde de Pirajá, 547 / 608 - Ipanema
Rio de Janeiro - RJ - CEP: 22410-003
Telefax: (55) 21 3298 9850
info@editoracognitiva.com.br
sábado, 15 de janeiro de 2011
CBN - Show da Notícia
CBN - a Radio que toca noticia.
sáb 15.01.11
Show da Notícia
BURNOUT: Os riscos para a saúde de profissionais conectados ao trabalho o tempo todo
Entrevista com Gisele Levy, pesquisadora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro e especialista em Síndrome de Burnout, e com Marcelo Botelho, especialista em comunicação digital e integrada
Ouça a primeira parte do debate
sáb 15.01.11
Show da Notícia
BURNOUT: Os riscos para a saúde de profissionais conectados ao trabalho o tempo todo
Entrevista com Gisele Levy, pesquisadora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro e especialista em Síndrome de Burnout, e com Marcelo Botelho, especialista em comunicação digital e integrada
Ouça a primeira parte do debate
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
A Síndrome de Burnout e seus Efeitos sobre a Saude do Professor
Gisele Levy
Um efeito significativo do processo de mudança nas relações de trabalho pode ser evidenciado por meio da disseminação progressiva da Síndrome de Burnout entre os trabalhadores. O conjunto de sintomas denominado Burnout é considerado um tipo de stress ocupacional por tratar-se de uma Síndrome desencadeada pelas relações geradas no trabalho assistencial (NUNES SOBRINHO, 2002; REINHOLD, 2002).
Embora não haja, na literatura, um consenso em relação à gênese do Burnout e do stress ocupacional, Abreu et al (2002) discutem o fato de o stress e o Burnout serem ocasionados a partir de situações relacionadas ao ambiente de trabalho. Hespanhol (2005), ao fazer uma abordagem sobre o Burnout e o stress ocupacional, afirma que o stress ocupacional em extremo pode provocar a Síndrome de Burnout. Alguns autores, porém, divergem dessa opinião. Novaes (2004) explica que existem diferenças entre o stress ocupacional e o Burnout, pois segundo ela, o Burnout se refere, exclusivamente, ao aspecto relacional, ao contato intenso com pessoas, caracterizando exclusivamente as profissões assistenciais.
Abreu et al (2002) concordam com esta opinião, pois, segundo os autores, Síndrome de Burnout não é o mesmo que stress ocupacional. Eles explicam que o Burnout é resultado de um prolongado processo de tentativas de lidar com determinadas condições. Desta forma, o stress pode ser visto apenas como um determinante para a Síndrome de Burnout.
Apesar das divergências, todos os autores são unânimes quanto ao fato de a Síndrome ser caracterizada como uma resposta ao stress laboral crônico e estar vinculada a sintomas negativos de ordem prática e emocional, envolvendo sentimentos de frustração relacionados ao trabalho. (BORRITZ 2006; CARLOTTO & PALAZZO, 2005; GARCIA & BENEVIDES-PEREIRA, 2003; Abreu et al, 2002; REINHOLD, 2002; DWORKIN, 2001).
O conceito de Burnout se desenvolveu nos Estados Unidos, na década de 70. Anteriormente, outros termos, como "alta exigência", "astenia neurocirculatória" e "fadiga industrial" também foram relacionados ao estado de esgotamento do trabalhador. Embora Christina Maslach e Herbert Freudenberger tenham sido apontados como pioneiros nos estudos sobre a Síndrome, Novaes (2004) citando Benevides-Pereira (2002), aponta que o termo foi adotado primeiramente por Brandley (1969), que teria utilizado o termo “staff Burnout”, referindo-se ao fenômeno psicológico que ocorre com trabalhadores assistenciais. Freudenberger (1974) aplicou o termo Burnout no sentido que é usado hoje (NOVAES, 2004; CARLOTTO, 2002; CODO, 1999).
Atualmente a definição mais aceita da Síndrome de Burnout está baseada na perspectiva sócio-psicológica de Maslach e colaboradores (1986). Os autores descrevem o Burnout como um stress laboral que conduz a um tratamento frio e indiferente com o cliente. Segundo essa leitura, variáveis sócio-ambientais são importantes para o desenvolvimento da Síndrome que é compreendida através de três dimensões: exaustão emocional, despersonalização e baixa realização pessoal (MALAGRIS, 2002; CARLOTTO, 2002; CODO, 1999).
Exaustão emocional – situação em que os trabalhadores sentem que não podem dar mais de si mesmos, em nível afetivo. Percebem esgotada a energia e os recursos emocionais próprios, devido ao contato diário com os problemas. Despersonalização – desenvolvimento de sentimentos e atitudes negativas e de cinismo às pessoas destinatárias do trabalho (usuário/clientes) – endurecimento afetivo, “coisificação” da relação. Falta de envolvimento pessoal no trabalho – tendência de uma “evolução negativa”, afetando a habilidade para a realização do trabalho e o atendimento, ou contato com as pessoas usuárias do trabalho, bem como com a organização. Além da vertente sócio-psicológica, a Síndrome de Burnout pode ser explicada por diferentes concepções: clínica, organizacional e sócio-histórica. Freudenberger (1974) defende uma perspectiva clínica, sob a qual o Burnout representa um estado de exaustão, resultado de um trabalho extenuante, corroborando para que o educador deixe de lado até mesmo suas necessidades. Cherniss (1980) adota um ponto de vista organizacional e explica que os sintomas que compõem a Síndrome são respostas a uma demanda de trabalho estressante, frustrante e monótono. E por fim, Sarason (1983) aponta uma perspectiva sócio-histórica, e explica que, quando as condições sociais não canalizam o interesse de uma pessoa para ajudar a outra, é difícil manter o comprometimento no trabalho e servir aos demais (FARENHOF & FARENHOF, 2002).
Considerando a evolução do de Burnout no trabalho docente sob a perspectiva psicossocial, Codo (1999) explica que as atividades assistenciais detêm uma particularidade estrutural, que é a necessidade do investimento de energia afetiva, para que se alcance os seus objetivos,ou seja, a promoção do bem-estar do outro. No caso da profissão docente, que se caracteriza pelo contato intenso com o alunado, o mesmo acontece. Assim, é necessário que o professor estabeleça um vínculo afetivo com o seu trabalho para que possa efetivar suas atividades. Caso contrário, a deterioração da relação de afeto devido ao desgaste diário na relação com o aluno, conduz o professor a um sentimento de exaustão emocional, caracterizado pelo total esgotamento da energia física e mental. Este estado contínuo de exaustão irá conduzir o profissional a um sentimento de baixa realização pessoal no trabalho, caracterizado pela ausência do vínculo de afeto, imprescindível a esse tipo de atividade. Na etapa da despersonalização, este vínculo é substituído por outro, racional, no qual o professor desenvolve atitudes negativas e críticas em relação ao aluno.
O trabalho passa, então, a ser considerado, apenas, pelo seu valor de troca, de “coisificação”. O aluno e todo o universo que compõe sua atividade profissional passam a ter um tratamento de objeto, descaracterizando totalmente a profissão. É esta perda do sentido do trabalho que se constitui num dos principais fatores responsáveis pelos inúmeros casos de absenteísmo e afastamento do professor. Como aponta MALAGRIS (2004, p.203) “... como o Burnout costuma surgir em áreas onde as pessoas têm mais aspirações, a frustração e a decepção são muito grandes, ocorrendo a perda do sentido no trabalho.”
Considerando a evolução da Síndrome de Burnout, conseqüência de um stress crônico e prolongado, a sensação de perda da energia e falta de disposição em relação ao trabalho, ocorrem de forma gradual, lenta e frequentemente imperceptível. Afetando de maneira significativa a relação entre o indivíduo e suas tarefas. Gimarães e Cardoso (1999) (apud Cornnell,1982) propõe um esquema de sintomas presentes na Síndrome de Burnout, que podem ser apresentados pelo indivíduo:
Sintomas físicos: são similares aos do stress ocupacional, são eles:
1. A fadiga, a sensação exaustão (cansaço crônico),
2. Indiferença ou frieza,
3. Sensação de baixo rendimento profissional,
4. Freqüentes dores de cabeça,
5. Distúrbios gastrintestinais,
6. Alterações do sono (insônia) e
7. Dificuldades respiratórias.
Os Sintomas de conduta: se revelam sob a forma de graves alterações no comportamento que usualmente afetam aos colegas, pacientes, familiares de pacientes e inclusive seus próprios familiares.
Os Sintomas psicológicos: podem aparecer mudanças de comportamento, tais como: trabalhar de forma mais intensa, sentimento de impotência frente a situações da rotina de trabalho, irritabilidade, falta de atenção, aumento do absenteísmo, sentimento de responsabilidade exagerado, atitude negativa, rigidez, baixo nível de entusiasmo, o consumo de álcool e drogas, como uma forma de minimizar os efeitos do cansaço e do esgotamento. Frente a estas questões, muitos pesquisadores vêm estudando o fenômeno do Burnout na Educação. Nunes Sobrinho et al (1988) desenvolveram uma pesquisa com o objetivo de investigar a incidência da Síndrome de Burnout em 119 professores do ensino especial, de Rede Pública Municipal.Para a coleta de dados foi utilizado o (MBI) Inventário Maslach de Burnout. Um dos resultados da pesquisa indicou que os professores que apresentaram maior índice de Burnout eram os que atendiam deficientes auditivos e não haviam recebido qualquer treinamento para lidar com estes portadores de necessidades educativas especiais. De acordo com os resultados, os pesquisadores sugerem que a instalação do processo de stress ocupacional se deva, principalmente, à impossibilidade de o profissional solucionar as questões referentes ao seu posto de trabalho.Assim, a impossibilidade de solucionar situações no cotidiano escolar leva o professor a sofrer de Burnout.
Na pesquisa de Ogeda, et al (2002), Burnout em Professores: a Síndrome do Século XXI Foi realizada uma análise sobre a perspectiva organizacional da Síndrome de Burnout junto aos professores da Rede Municipal de Campo Largo/ Paraná. Participaram da pesquisa 353 professores, que responderam ao (MBI) Maslach Burnout Inventory (Maslach & Jackson, 1986) para avaliar o índice de Burnout. Os pesquisadores constataram que a maioria dos participantes possuía indícios que se aproximavam dos aspetos da Síndrome de Burnout, apresentando sintomas de exaustão emocional e física.
Outra investigação, intitulada Síndrome de Burnout e Fatores Associados: um estudo epidemiológico com professores (Carlotto & Palazzo, 2006), teve como objetivo identificar o índice da Síndrome de Burnout em professores com a análise das variáveis demográficas, laborais e os fatores contribuintes para o stress. A população foi composta por 217 professores de escolas particulares de uma cidade da região metropolitana de Porto Alegre, Rio Grande do Sul/ Brasil. Para tanto, foram utilizados o Maslach Burnout Inventory (MBI), para medir o índice de Burnout e um inventário sócio-demográfico. Os resultados obtidos revelaram que o mau comportamento dos alunos, as expectativas dos seus familiares e a pouca participação do professor nas decisões institucionais foram os fatores de stress que apresentaram associação direta com as dimensões de Burnout. Quanto às dimensões “Exaustão emocional”, “Despersonalização” e diminuição da “Realização pessoal”, que compõem o Burnout, foram revelados baixos índices.
O número das pesquisas empreendidas sobre a extensão dos efeitos da Síndrome de Burnout, na saúde dos professores, é muito significativo. O mesmo se repete nas investigações voltadas a outras áreas, como a medicina, psicologia, psiquiatria, ergonomia organizacional (SILVEIRA, et al, 2005; Oliveira. & Slavutzky,2005; SPIES, 2004; PEREIRA & JIMENEZ; 2003, VOLPATO, 2003).
Silveira et al (2005) investigaram a incidência da Síndrome de Burnout em 60 policiais civis que trabalham no município de Porto Alegre/RS. Para a coleta de dados foram criados dois grupos: um grupo de 35 policiais envolvidos em atividades externas e outro com 25 policiais envolvidos em atividades internas. O instrumento utilizado para a análise do índice de Burnout, foi o (MBI) Maslach Burnout Inventory. Ao final, a investigação revelou que não houve diferença estatisticamente significativa entre os dois grupos de policiais no que se refere a cada um dos três fatores constituintes da Síndrome “Exaustão emocional”, “Despersonalização” e “Realização pessoal”. A partir deste resultado, os autores sugerem que os sintomas vinculados à Síndrome não são determinados pelo tipo de atividade desempenhada, e alertam para a necessidade de estudos mais amplos que possam aprimorar as investigações sobre o Burnout e sua relação com o trabalho policial.
Oliveira & Slavutzky (2005), em A Síndrome de Burnout nos Cirurgiões-Dentistas de Porto Alegre, investigou-se o nível de Burnout, em uma amostra de 169 cirurgiões-dentistas de Porto Alegre/RS. Como instrumento para coleta de dados foi utilizado um questionário auto-aplicativo, (MBI) Maslach Burnout Inventory. “Ao final da pesquisa foi constatado que os participantes apresentaram baixos índices nas dimensões: “Esgotamento emocional”, “Despersonalização” e “ Realização pessoal”, não sendo detectadas taxas altas de Burnout.
A pesquisa Burnout in occupational therapy: an analysis focused on the level of individual and organizacional consequences (GUTIÉRREZ et al, 2004) teve como objetivo a análise dos diferentes tipos de desgaste profissional, tomando como referência os fatores organizacionais e a Síndrome de Burnout. A amostra foi composta de 110 terapeutas ocupacionais da região autônoma de Madrid que atuavam em instituições que ofereciam serviço de terapia ocupacional. Destes, 89% pertenciam ao gênero feminino e 10%, ao gênero masculino. Os instrumentos para a coleta de dados foram: revisão bibliográfica, entrevistas e um inventário que analisa o índice de Burnout em profissionais de enfermagem (CDPE) Cuestionario de Desgaste Profesional de Enfermería (MORENO-JIMÉNEZ, et al, 2000). Os resultados da pesquisa revelaram associações altamente significativas entre a Síndrome de Burnout e conseqüências adversas relacionadas à saúde e ao campo interpessoal dos participantes. Além disto, indicou a relevância dos fatores relacionados com a sobrecarga do trabalho, as características da tarefa, a falta de amparo e com o reconhecimento por parte dos colegas.
Através da revisão bibliográfica, ficam evidentes os efeitos danosos da Síndrome de Burnout sobre a saúde do professor, colaborando para seu adoecimento e o impossibilitando de realizar plenamente suas tarefas. Neste contexto, é necessária uma reflexão sobre alguns dos fatores que contribuem para o desenvolvimento da Síndrome.
Referências:
ABREU, et al. Estresse ocupacional e Síndrome de Burnout no exercício profissional da psicologia, Brasília: UNISINOS. Centro de Ciências da Saúde. Núcleo de Neurociências, 2002.
CODO, Wanderley (Coord.). Educação: carinho e trabalho. Petrópolis: Vozes, 1999.
CARLOTTO, M. Síndrome de Burnout e Gênero e o Docentes de Instituições Particulares de Ensino. Revista de Psicologia da UnC, n.1, vol. 1, p. 15-23. 2003.
CARLOTTO, S. M.; CAMARA, G. S. Análise Fatorial do Maslach Burnout Inventory (MBI) em uma amostra de professores de instituições particulares. Psicologia em Estudo, Maringá, v. 9, n. 3, p. 499-505, set./dez. 2004.
CARLOTTO M. S.; PALAZZO L. S. Síndrome de burnout e fatores associados: um estudo epidemiológico com professores Universidade Luterana do Brasil, Canoas, Brasil, 2006.
ESTEVE, J. Manuel, O Mal-Estar Docente; A sala de aula e a saúde dos professores. Bauru, SP:
EDUSC, 1999.
GOMES L. Trabalho Multifacetado de Professores/As: A Saúde Entre Limites. Rio de Janeiro,
FIOCRUZ, 2002, Dissertação apresentada para a obtenção do título de mestre em ciências na área de saúde Pública, Fundação Oswaldo Cruz-Escola Nacional de Saúde Pública – ENSP, 2002.
HESPANHOL, A. Burnout e Stress Ocupacional. Revista Portuguesa de Psicossomática. V.7, n. 1 e 2, jan./dez. 2005.
LEVY, Gisele Cristine T. M. Analise do índice de Burnout em professores da rede pública de ensino. Dissertação Mestrado em Educação – UERJ /PROPED. Rio de Janeiro, 2006.
LEVY, Gisele Cristine T. M. O papel do professor na educação inclusiva. In: FACION, J. Raimundo (org.), Inclusão Escolar e suas implicações. Curitiba, ED. IBPEX, 2008.
LIMA, Flávia Fatores contribuintes para o afastamento dos professores dos seus postos de trabalho, atuantes em escolas públicas municipais localizadas na região sudeste. Rio de Janeiro: UERJ, 2004. Dissertação (Mestrado). Programa de Pós-graduação em Educação, Faculdade de Educação, 2004.
LIPP, M. (Org.) O Stress do Professor. Campinas, São Paulo, Ed. Papirus, 2002.
NUNES SOBRINHO, Francisco de Paula; NASSARALLA, Iara (Orgs.). Pedagogia Institucional: fatores humanos nas organizações. Rio de Janeiro: Zit Editores, 2004.
NUNES SOBRINHO et al. Humanização do posto de trabalho docente: uma alternativa ergonômica na inclusão educacional. In: NUNES SOBRINHO, Francisco de paula (ORG.) . Inclusão Educacional: pesquisa e interfaces. Rio de Janeiro: Livre Expressão, 2003.
______. O stress do professor do ensino fundamental: o enfoque da ergonomia. In: LIPP, Marilda et al. O stress do professor. Campinas: Papirus, 2002.
PEREIRA, Benevides. O Estado da Arte do Burnout no Brasil. Universidade Estadual de Maringá – PR, Departamento de Psicologia, 2002
PEREIRA, L. P.; FERREIRA, L. P. ANAIS II Congresso Brasileiro de Stress teoria e Pesquisa São Paulo/ SP 2005.
REINHOLD H. in: LIPP Marilda et al. O stress do professor. Campinas: Papirus, 2002.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
TEMAS EM PSICOTERAPIA E PSICOLOGIA
Veja o que tem de novo em TEMAS EM PSICOTERAPIA E PSICOLOGIA:
Artigos sobre Psicologia Hospitalar e da Saúde, Psicologia do Esporte e TCC, além de outros Temas em Psicologia!
- Em Entrevistas: Dra. Christine Padesky é atualmente uma das terapeutas cognitivo-comportamentais mais influentes do mundo.
- Leia novos artigos na sessão de Psicologia da Saúde:
Acesse o site!
http://psicoterapiaepsicologia.webnode.com.br/
Raquel Ayres de Almeida
Psicóloga, mestranda em Psicologia
Instituto de Psicologia/UFRJ
e-mail: psi_raquel@yahoo.com.br
http://psicoterapiaepsicologia.webnode.com.br/
Artigos sobre Psicologia Hospitalar e da Saúde, Psicologia do Esporte e TCC, além de outros Temas em Psicologia!
- Em Entrevistas: Dra. Christine Padesky é atualmente uma das terapeutas cognitivo-comportamentais mais influentes do mundo.
- Leia novos artigos na sessão de Psicologia da Saúde:
- . Tratamento do Tabagismo – Parar de fumar é possível
- . Mantendo a qualidade de vida na esclerose múltipla: fato, ficção ou realidade circunscrita?
- - Em Notícias, leia a matéria "O casamento nos faz felizes?" do autor de best-seller e pesquisador de psicologia de Harvard Daniel Gilbert, PhD: “Não é o casamento que te deixa feliz, é o casamento feliz que te faz feliz; as pessoas casadas são mais felizes que os solteiros, talvez porque o melhor preditor da felicidade humana é a qualidade das relações sociais”.
- - I Encontro de Cuidados Paliativos em Pediatria, do Hospital Federal dos Servidores do Estado, dia 26 de novembro. Mais informações em Cursos e Eventos.
Acesse o site!
http://psicoterapiaepsicologia.webnode.com.br/
Raquel Ayres de Almeida
Psicóloga, mestranda em Psicologia
Instituto de Psicologia/UFRJ
e-mail: psi_raquel@yahoo.com.br
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terça-feira, 28 de setembro de 2010
II Seminário de Pedagogia Institucional e
I Seminário sobre o Professor da Educação Inclusiva: Humanização do posto de trabalho docente.
Foi realizado nos dias 23 e 24 de Setembro de 2010 na faculçdade de Educação UERJ o II Seminário de Pedagogia Institucional e I Seminário sobre o Professor da Educação Inclusiva: Humanização do posto de trabalho docente, sob a Coordenação de Francisco Nunes, Ph.D., Danielle Castelões, Gisele Levy, M. Sc. e Luiz Antônio Souza, M. Sc.
Segue imagens do evento que teve como objetivo debater, amplamente, as ações das políticas públicas direcionadas para a humanização sistemática do posto de trabalho docente da educação básica e inclusiva, tendo como tópicos os seguintes:
a) a formação inicial e continuada dos professores;
b) as condições de trabalho a que estão expostos em termos de segurança, saúde e do meio ambiente laboral;
c) a qualidade de vida e a saúde do professor inclusionista, desde a educação infantil à pós-graduação.;
d) modelos conceituais das melhores práticas e ações de preservação e de melhoria das condições de trabalho docente;
e) a produção do conhecimento técnico-científico sobre condições de trabalho docente como base para decisões em educação, saúde, questões sindicais, dentre outras.
terça-feira, 14 de setembro de 2010
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
II Seminário de Pedagogia Institucional e I Seminário sobre o Professor da Educação Inclusiva: humanização do posto de
trabalho docente
Coordenação:
Francisco Nunes, Ph.D.
Danielle Castelões
Gisele Cristine Tenório de M. Levy, M. Sc.
Luiz Antônio Souza, M. Sc.
Datas: 23 e 24 de Setembro de 2010.
Local: Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ
1º. Andar - bloco F - Auditórios: 11 e 12 e
12° andar - bloco F -. Rav 122.
Rua: São Francisco Xavier, 524
Campus Maracanã
Inscrições: nupiuerj@hotmail.com
Entrada franca
Evento acadêmico, com o objetivo geral de debater, amplamente, as ações das políticas públicas direcionadas para a humanização sistemática do posto de trabalho docente da educação básica e inclusiva, tendo como tópicos os seguintes: a) a formação inicial e continuada dos professores; b) as condições de trabalho a que estão expostos em termos de segurança, saúde e do meio ambiente laboral; c) a qualidade de vida e a saúde do professor, desde a educação infantil à pós-graduação; d) modelos conceituais das melhores práticas e ações de preservação e de melhoria das condições de trabalho docente; e) a produção do conhecimento técnico-científico sobre condições de trabalho docente como base para tomadas de decisões. Serão selecionados temas que abordem o paradigma da humanização de postos de trabalho docente, incluindo-se os preconizados pela ergonomia e áreas afins. Caberá aos palestrantes a disseminação de conhecimentos relativos ao eixo temático proposto, incluindo-se dados de pesquisas recentes. Parte da proposta deste II Seminário converge para a construção de indicadores para a seleção das melhores práticas de preservação da saúde física e mental, da segurança, da qualidade de vida e do bem-estar do professor nos diversos níveis de ensino. Uma obra composta de textos, previamente elaborados pelos palestrantes convidados, será organizada pelos coordenadores do evento.
Programação
23 de setembro de 2010
8 às 9h – Credenciamento dos participantes
9h às 9h15 – Abertura do II Seminário de Pedagogia Institucional e do I Seminário sobre o Professor da Educação Inclusiva: humanização do posto de trabalho docente
Local: Auditório 11 – Bloco F
Mesa-redonda de abertura: Professor Dr. Ricardo Vieralves de Castro, Reitor da Uerj; Professora Dra. Lia Faria, Diretora da Faculdade de Educação da Uerj; Professora Dra. Deise Mancebo, Coordenadora do Programa de Políticas Públicas e Formação Humana – PPFH/Uerj; Francisco de Paula Nunes Sobrinho, Ph.D., Professor Titular da Uerj e Coordenador do Nupi; Professora Valéria Bento Borges, Diretora da Superintendência Regional de Ensino do Estado de Minas Gerais; Leila Regina d´Oliveira de Paula Nunes, Ph.D. Professora Titular da Uerj; Professora Dra. Rosana Glat, Professora Adjunta da Uerj; e Professor Wanderley Quedo, Presidente do Sindicato dos Professores do Rio de Janeiro.
23 de setembro de 2010
II SEMINÁRIO DE PEDAGOGIA INSTITUCIONAL: HUMANIZAÇÃO DO POSTO DE TRABALHO DOCENTE
9h15 às 10h30 – OFICINA DA VOZ – Equipe do Simprorio
Local: Rav 122 - Bloco: F - 12° andar.
10h30 às 11h – Coffee break
11h às 12h30 – Mesa-redonda: QUALIDADE DE VIDA, SÍNDROME DE BURNOUT, STRESS, SAÚDE DA VOZ E AFASTAMENTO DE TRABALHO DOCENTE
Local: Auditório 11 – Bloco F
Coordenadora da mesa-redonda: Professora M.Sc. Gisele Cristine Tenório de Machado Levy
Palestrantes: Professor Dr. Ubirajara Baptista Cabral Junior, Professora M.Sc. Juliana Carvesan e Professora M.Sc.Gisele Cristine Tenório de Machado Levy
12h30 às 14h – Almoço
14h às 15h30 – Mesa-redonda: ASSÉDIO MORAL, AGRESSÃO E ATOS DE VIOLÊNCIA NA ESCOLA
Local: Auditório 11 – Bloco F
Coordenadora da mesa-redonda: Professora M.Sc. Roberta Bezerra Brite
Palestrantes: Professora Dra. Margarida Barreto e Professora Especialista Cibele Fernandes.
15h30 às 17 h – Mesa – redonda: RISCOS OCUPACIONAIS, SOBRECARGA COGNITIVA, SOBRECARGA FÍSICA, POSTURAS OCUPACIONAIS E SINTOMAS OSTEOMUSCULARES EM PROFESSORES.
Local: Auditório 11 – Bloco F
Coordenador da mesa-redonda: Professor Dr. Antônio Renato Pereira Moro
Palestrantes: Professor Dr. Antônio Renato Pereira Moro, Professora Dra. Nadja Ferreira e Professora Dra. Eliane Gerk
17h – Encerramento
23 de setembro de 2010
I SEMINÁRIO SOBRE O PROFESSOR DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA: HUMANIZAÇÃO DO POSTO DE TRABALHO
9h15 às 12h – Mesa-redonda: POLÍTICAS PÚBLICAS DE INCLUSÃO: EDUCAÇÃO ESPECIAL NA PERSPECTIVA DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA
Local: Auditório 13 – Bloco F
Coordenador da mesa-redonda: Professor M.Sc. Luiz Antônio Souza
Palestrantes: Professora Dra. Rosana Glat, Profa. M.Sc Carolina Schirmer e Professora Especialista Eliane Carolis
10h30 às 11h – Coffee break
Continuação – Palestrante: Professora Dra. Márcia Pletsch
12h30 às 14h – Almoço
14 às 17h – Mesa-redonda: EDUCAÇÃO CONTINUADA – PROCESSO DE FORMAÇÃO PARA O ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO: REDES DE APOIO
Local: Auditório 13 – Bloco F
Coordenadora da mesa-redonda: Professora M.Sc. Patrícia Braun
Palestrantes: Professora M.Sc. Annie Redig e Professora M.Sc. Patrícia Braun
17h – Encerramento
24 de setembro de 2010
II SEMINÁRIO DE PEDAGOGIA INSTITUCIONAL: HUMANIZAÇÃO DO POSTO DE TRABALHO DOCENTE
8 às 9h – Credenciamento dos participantes
9h às 10h30 – Mesa-redonda: AMBIENTE DE TRABALHO E SAÚDE DO PROFESSOR NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA
Local: Auditório 11 – Bloco F
Coordenador da mesa-redonda: Professor M.Sc. Luiz Antonio Souza de Araújo
Palestrantes: Professora Dra. Nadja Ferreira e Professor Dr. Nilson Rogério da Silva
10h30 às 11h – Coffee break
11h às 12h30 – Mesa-redonda: A SAÚDE DO PROFESSOR DE EDUCAÇÃO A DISTANCIA (EAD): FATORES PSICOSSOCIAIS
Local: Auditório 11 – Bloco F
Coordenadora da mesa-redonda: Professora Dra. Adélia Cristina Pessoa Araújo
Palestrantes: Professora Dra. Adélia Cristina Pessoa de Araújo e Professora M.Sc. Maria Esther
12h30 às 14h – Almoço
14h às 15h30 Mesa-redonda: AÇÕES DE POLÍTICAS PÚBLICAS PARA MELHORIA DAS CONDIÇÕES DE TRABALHO DO PROFESSOR
Local: Auditório 11 – Bloco F
Coordenador da mesa-redonda: Professor Dr. Ubirajara Baptista Cabral Junior
Palestrantes: Professor Dr. Zacarias Gama e Professora Dra. Nilda Alves.
16h – Encerramento
24 de setembro de 2010
I SEMINÁRIO SOBRE O PROFESSOR DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA: HUMANIZAÇÃO DO POSTO DE TRABALHO
9 às 12h – Mesa-redonda: AMBIENTE DE TRABALHO E SAÚDE DO PROFESSOR
Local: Auditório 13 – Bloco F
Coordenadora da Mesa-redonda: Professora Especialista Danielle Castelões
Palestrantes: Professora M.Sc.Lucia Provenzano e Professor Dr. Francisco Nunes
10h30 às 11h – Coffee break
Continuação: Palestrante: Professor Dr. Nilson Rogério
12h30 às 14h – Almoço
14 às 17h – Mesa-redonda: MATERIAL DIDÁTICO, EQUIPAMENTOS, MOBILIÁRIO EDUCACIONAL, TECNOLOGIA ASSISTIVA: ERGONOMIA DO PRODUTO EM EDUCAÇÃO
Local: Auditório 13 – Bloco F
Coordenador da mesa-redonda: Professora Dra. Leila Regina d´Oliveira de Paula Nunes
Palestrantes: Professora Dra. Leila Regina d´Oliveira de Paula Nunes, Professora M.Sc. Janaína Resende, Professora Dra. Miryam Pelosi, Professora Dra. Nadja Ferreira e Professora Dra. Catia Walter
17h – Encerramento
NUPI/UERJ
Núcleo de Pedagogia Institucional: www.nupi.uerj.br
Rua São Rua São Francisco Xavier, 524
12º andar – Bl. A – sala: 12017
Tel/Fax: (21) 2587-7759.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Entrevista
Como a Síndrome de Burnout pode atingir os professores
Alexandre Rodrigues Alves
A Síndrome de Burnout
Gisele Levy foi minha colega no Programa de Pós-Graduação em Educação (ProPEd) na Uerj. Além de sua dedicação e seu empenho nas diversas disciplinas que fizemos juntos, chamava-me a atenção sua preocupação com a saúde dos professores em geral – e dos seus colegas em particular; e não apenas em função do desgaste físico de dar aulas em dois ou três lugares diferentes (ela mesma é de Macaé, passava dois dias por semana no Rio), mas aspectos psicológicos estavam sempre em sua mira afiada.
Pois bem, Gisele acaba de lançar A Síndrome de Burnout nos professores do Ensino Regular, um desdobramento de sua pesquisa para o mestrado e o doutorado, no Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas e Formação Humana, também na Uerj. Aproveitei a oportunidade do lançamento do livro para entrevistá-la sobre esse assunto que, mesmo não sendo ainda discutido maciçamente, é preocupante para os docentes.
Como o livro tem a ver com suas pesquisas para o mestrado e o doutorado?
A ideia de produzir este livro teve origem na minha dissertação de mestrado, Análise do índice de Burnout em Professores da Rede Pública de Ensino, com a orientação do professor Francisco de Paula Nunes Sobrinho, defendida em 2006. Esse estudo obteve resultados significativos. Dos participantes envolvidos na pesquisa, 75% deles apresentaram o quadro de Burnout; dentre estes, 85% sofriam com a síndrome devido ao sentimento de ameaça em sala de aula. Esses resultados alarmantes - e os das pesquisas feitas em todo o mundo - me estimularam a prosseguir meus estudos acadêmicos nesse campo, no sentido de propor uma forma de enfrentamento da síndrome, mas destinada aos professores. A tese foi intitulada Técnicas de enfrentamento da Síndrome de Burnout em profissionais de educação.
O seu olhar, então, está dirigido aos professores?
Sim. A obra aborda a Síndrome de Burnout tendo como foco os profissionais do magistério. Os seis capítulos do livro refletem nosso bem-sucedido esforço de pesquisa, de reflexão e de replicação de conhecimentos que favorecem a humanização do posto de trabalho docente. Revisamos questões significativas, como a legislação sobre a síndrome, as técnicas de enfrentamento, critérios de avaliação de sintomas e instrumentos destinados à medição do índice de Burnout. Para completar, o último capítulo é destinado diretamente aos professores, apontando sugestões práticas para prevenção e enfrentamento da síndrome.
Vocês conversaram com outras categorias profissionais para preparar o livro?
Na verdade, a obra teve a participação de profissionais como, psicólogos e médicos. Além disso, foi revisado um número bem significativo de pesquisas sobre o tema, que vem afetando de forma expressiva profissionais de diversas áreas. Nesse sentido, é bom assinalar que alguns especialistas, entre os quais me incluo, afirmam que o Burnout é um tipo de estresse ocupacional, que tem relação íntima com as profissões assistenciais, aquelas que oferecem cuidado ao outro.
Quais são os sintomas básicos da síndrome?
Os sintomas englobam aspectos físicos, psicológicos e comportamentais. Alguns deles são, entre os de caráter físico: cefaleias frequentes, exaustão física, insônia e dores serviçais; dentre os psicológicos, destacam-se: dificuldade de atenção, baixa concentração, impaciência e baixa autoestima; entre os comportamentais ressaltamos: Isolamento, aumento da agressividade, perda de iniciativa e dificuldade de assimilação de mudanças.
Como diferenciar essa síndrome de um estresse comum?
É preciso fazer um alerta sobre esse assunto. Na verdade, o estresse é uma função natural do nosso organismo; sem ele nós não sobreviveríamos, por exemplo, a uma alteração climática. O problema ocorre quando esse mecanismo psicofisiológico é disparado inúmeras vezes, sobrecarregando o nosso corpo e, em consequência disso, causando doenças devido à liberação de algumas substâncias – entre elas o cortisol. A diferença entre o estresse e o Burnout é simples. Esta síndrome é um tipo de estresse crônico ocupacional, que se desenvolve a partir de situações pertinentes ao ambiente de trabalho.
Por que professores são vítimas frequentes dessa síndrome? Que situações em sala de aula podem contribuir para o surgimento dessa síndrome? E no ambiente escolar?
Os professores são um alvo fácil para essa síndrome porque são profissionais que trabalham em um tipo de função assistencial, atuando em tempo integral junto a pessoas, necessitando estabelecer vínculos com seu trabalho, colegas, alunos e familiares. E, na medida em que essa relação não se estabelece de forma gratificante, seja por questões salariais, mau comportamento do aluno ou outros tantos fatores, o professor adoece e acaba se afastando de sua profissão. Você sabia que aquele profissional, o mais “apaixonado” pelo seu trabalho, aquele que luta pelos ideais de sua categoria, é o primeiro a sofrer com a síndrome? Isso não é de assustar?
Existe alguma preponderância quanto a sexo ou idade?
Pelas pesquisas que venho analisando até agora, não existe um gênero que tenha predominância na síndrome. Na minha pesquisa, por exemplo, o resultado não foi significativo quanto ao índice de Burnout no gênero feminino. Com relação à faixa etária, no meu estudo ficou claro que os professores com pouca experiência em sala de aula são os mais afetados pelo Burnout. Como os estudos sobre essa síndrome ainda são recentes (tiveram início apenas nos anos 1970) muita coisa ainda será descoberta.
O que o professor pode fazer para tentar evitar o Burnout?
Algumas coisas são básicas. Em primeiro lugar, reconhecer que existe algo de errado com ele e não apenas achar que a profissão docente é um sacerdócio repleto de sofrimento e dor. Além disso, o docente deve ficar alerta aos sintomas da síndrome, prevenir o estresse de seus alunos, cuidar de sua alimentação etc. O ultimo capítulo do livro, Sugestões para o professor prevenir e enfrentar a síndrome de Burnout, aborda exatamente essa temática, oferecendo soluções simples para o combate à síndrome.
Como foi o lançamento do livro?
Eu me senti homenageada; foi o lançamento do resultado de um trabalho que fiz com toda a dedicação, além de servir de alerta para os professores. O professor Francisco Nunes e eu recebemos vários professores e pesquisadores, como Rosana Glat, Leila Nunes (responsável pelo prefácio) e Bernard Rangé, da UFRJ. Estava lá também Lucia Novaes, que, além de assinar um dos capítulos do livro, estava lançando Técnica de controle da raiva. Inúmeros colegas da Uerj também estiveram lá.
Mais informações sobre o livro você encontra no site da Editora Cognitiva ou pelo e-mail info@editoracognitiva.com.br.
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