sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Pesquisa revela que 2/3 dos trabalhadores sofrem com stress

Pesquisa revela que 2/3 dos trabalhadores sofrem com stress
Um estudo realizado pela União Geral dos Trabalhadores mostra que 73% dos trabalhadores estão estressados por conta do trabalho e 75% deles têm problemas de saúde decorrentes do stress

Foto: Ilustrativa Os resultados da pesquisa realizada pela UGT mostram que os profissionais têm cada vez menos qualidade de vida por conta da grande demanda de trabalho e das pressões sofridas no ambiente corporativo. Segundo o estudo, que analisou mais de quatro mil postos de trabalho em diferentes áreas, três em cada quatro funcionários têm problemas de saúde por conta de todo esse stress. As doenças mais comuns são: fadiga, dor no pescoço e na cabeça, irritabilidade, sensação de angústia, insônia, falta de concentração e dificuldades da visão.

As conclusões do Observatório de Riscos Psicossociais da UGT são de que essa situação pode dever-se a diversos fatores, entre os quais estão a falta de autonomia, a insegurança em relação às condições de trabalho e ao futuro e, por fim, a indefinição sobre as tarefas a serem desenvolvidas pelos funcionários. Além disso, as relações sociais no ambiente corporativo também resultam na instabilidade emocional. Entre os entrevistados que estavam de licença por motivo de depressão, 35% viram-se submetidos a intimidações e ameaças, 32% à perseguição moral, 26% a algum tipo de violência verbal e 23% sofreram agressões físicas.

Para mim essa realidade é constante em muitas empresas e pode ter conseqüências graves tanto para a saúde física e mental do trabalhador, quanto para a produtividade. Uma pessoa que não esteja em suas perfeitas condições emocionais não consegue produzir o quanto gostaria e seu trabalho não rende. Até que chega um ponto em que tudo vira urgência e as pessoas não conseguem administrar o seu tempo para realizá-las dentro do prazo. A conseqüência disso é o stress gerado e a angústia que podem prejudicar a saúde do indivíduo.

Eu sou um exemplo vivo disso. Aos 18 anos já tinha a minha própria empresa, voltada para assuntos ligados à tecnologia, e chegava a trabalhar de 16 a 18 horas por dia. Eu contraí várias doenças decorrentes de todo o stress que passava, tive uma gastrite que virou úlcera e, tempos depois, resultou em câncer. Foi quando meu médico me recomendou fazer um curso de administração do tempo e isso me ajudou a ter mais realizações no trabalho, mais tempo para mim mesmo e mais qualidade de vida.

Na maioria dos casos, a falta de produtividade da equipe e também a falta de foco nos resultados é conseqüência de um líder estressado e sem tempo, que transmite essa carga negativa a todos os seus subordinados. A verdade é que esses profissionais sem tempo para si próprios estão gerando equipes focadas na urgência. A conseqüência disso, claro, é uma equipe estressada e sem tempo para nada, e que não contribui para bons resultados na empresa em que trabalha.

FONTE: Christian Barbosa
http://www.vitrinecapital.com/comportamento/mais-tempo/pesquisa-revela-que-2-3-dos-trabalhadores-sofrem-com-stress

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

MBA de Gestão de Qualidade de Vida abre inscrições

Nova turma da especialização, destinada a executivos e profissionais de diversas áreas, recebe inscrições a partir deste mês

Oferecido pelo Centro Universitário São Camilo em parceria com a ABQV (Associação Brasileira de Qualidade de Vida) e a Abramge-SP (Associação de Medicina de Grupo do Estado de São Paulo), o MBA em Gestão de Promoção e Saúde e Qualidade de Vida nas Organizações, curso de pós-graduação lato sensu, abre as inscrições para a quarta turma em novembro deste ano.

Primeiro do gênero a ser aprovado pelo MEC, o curso é voltado para executivos da área de saúde, responsabilidade social, profissionais de RH, médicos, dentistas, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, administradores e outros profissionais. O curso alia a formação em gestão (tecnologia da informação, gestão de projetos, finanças, marketing, recursos humanos) com as mais modernas técnicas na implantação, gerenciamento e avaliação de programas de saúde e bem-estar (estilo de vida saudável, atividade física, nutrição, dependência química, tabagismo, prevenção de doenças crônicas, envelhecimento e stress).

Entre as disciplinas presentes na grade curricular estão: fundamentos do Processo Administrativo, Gestão de Projetos, Gestão de Pessoas, Gestão Financeira, Marketing, Sistema de Informação, Sistema de Saúde Pública e Suplementar, Bases Conceituais em Promoção de Saúde, Bases em Programas de Qualidade de Vida, Atividade Física, Envelhecimento Saudável, Prevenção de Doenças Crônicas, Saúde Mental e Stress, Abordagem em Tabagismo, Abordagem em Dependência Química, Gestão Avançada de Programas, Bioética e Metodologia Científica

O objetivo da qualificação é capacitar profissionais para a gestão de qualidade de vida no âmbito das empresas públicas e privadas, dos planos de saúde e das comunidades em geral.

As aulas são quinzenais às sextas-feiras, das 19h às 22h30, e aos sábados, das 8h30 às 16h30.

Inscrições: a partir de novembro de 2008
Início das aulas: 6 de março de 2009
Informações e local das aulas: Abramge - Avenida Paulista, 171 - 11º andar - São Paulo / SP.
Carga-horária: 500 horas/aula
Informações: (11) 3289-7511 ou abramge-sp@abramge.com.br

FONTE: http://www.raf.com.br/noticia/ri745709.aspx

Como evitar o estresse no ambiente corporativo

Intensas jornadas de trabalho deixaram de ser novidade no ambiente corporativo, independente do segmento ou porte da empresa. Não raramente as horas que se mantém no trabalho ultrapassam 8 horas diárias. As infinitas demandas e a velocidade do mundo dos negócios têm crescido de forma acelerada nos últimos anos, sem sinal de que esse quadro possa ser revertido no futuro próximo. À medida que se alcança melhores cargos, a situação se agrava e os profissionais aumentam ainda mais, o número de horas dentro das organizações. A situação vem se agravando tanto que uma pesquisa desenvolvida pelo Center for Work - Life Policy demonstrou que 50% dos líderes corporativos estão desistindo de suas posições, 81% acreditam que o trabalho está afetando sua saúde, 59% sentem que o estresse está influenciando seus relacionamentos pessoais e 46% acham está comprometendo o seu desempenho sexual

Esse fato interfere na qualidade de vida das pessoas e na quantidade do tempo que se dedica a família, amigos e lazer dos profissionais. Some-se a isso o fato de que se pode trabalhar em qualquer lugar atualmente. Muitas vezes, alguns gestores esperam que seus subordinados fiquem à disposição da empresa vinte e quatro horas e coloquem a carreira acima de tudo em suas vidas. As dificuldades em se desligar do trabalho é tanta que o desejo de ter mais tempo para viver sua própria vida torna-se cada vez mais forte. As melhorias na tecnologia e nos processos de trabalho não deixaram mais tempo para o homem moderno. Ao contrário, ele está tendo que intensificar sua rotina de trabalho, produzir mais para poder se tornar competitivo. Para se manter no mercado, tem que se fazer mais, com menos.

Neste cenário, cresce a preocupação com os níveis de estresse do mundo corporativo. O estresse chegou a tal ponto, que o desgaste emocional tem levado muitas pessoas ao limite do insuportável. Uma pesquisa do National Life Insurance Co, nos Estados Unidos, aponta que quatro em cada dez funcionários, avaliam seu trabalho como extremamente estressante. Uma outra pesquisa da Employee Assistance Association demonstra que o número de desabilidades relacionadas ao trabalho tem se duplicado nos últimos anos. A verdade é que há um limite para o que se pode suportar. A dificuldade é se identificar esse limite e aprender a lidar com a realidade atual.

Há muito se sabe que o problema do estresse é uma preocupação da empresa e da pessoa. Do lado da empresa, um funcionário estressado produz menos, falta mais ao trabalho e fica doente mais freqüentemente. Do lado do indivíduo, ele gera ansiedade e tira o bem estar físico e emocional. A verdade é que o estresse afeta principalmente, as pessoas mais comprometidas com o trabalho e que apresentam melhores resultados para as empresas.

Apesar da complexidade do problema, algumas mudanças simples podem ser de grande impacto para o nível de estresse diário dentro das organizações. Muitas empresas começam a entender que cuidar do bem estar e da saúde integral de seus funcionários, é fator de suma importância para que eles continuem motivados em seus trabalhos e se mantenham no seu mais alto nível de desempenho e produtividade. O horário flexível, estimular os executivos a irem para casa e não prorrogarem a jornada diária até tão tarde, deixar o último dia da semana livre no período da tarde para que seus funcionários possam cuidar de sua vida particular, são algumas das medidas que vêm sendo implementadas pelas empresas junto com programas de qualidade de vida e bem estar no trabalho, para se reduzir, ou gerenciar os aspectos do estresse. Dessa forma, as pessoas podem utilizar o tempo após o expediente para relaxar, se cuidar e estar junto de sua família.

Do ponto de vista individual, a pessoa que se sente estressada pode achar que precisa fazer grandes mudanças em suas vidas para reduzir os seus níveis de estresse. Porém, muitas vezes pequenos ajustes podem aumentar a sua satisfação profissional. Seguem-se algumas sugestões para um melhor gerenciamento do estresse no trabalho.

1. Busque entender de forma clara, as expectativas dos seus superiores. Para isso desenvolva a assertividade e capacidade de comunicação.
2. Procure situações de satisfação ou de reconhecimento. Se isso não for possível no trabalho procure satisfação em sua vida pessoal ou em um hobbie.
3. Equilibre o seu estilo de vida. Você precisa de tempo para manter seus relacionamentos, ter um sono repousante, praticar atividade física, ter uma alimentação saudável e praticar alguma atividade de lazer.
4. Mantenha o otimismo. Avalie seu estado de espírito e procure ver as coisas sob uma perspectiva positiva
5. Desenvolva em si melhores habilidades de delegar tarefas aos subordinados, priorizar e focar naquilo que realmente importa.
6. Aprimore no seu planejamento diário. Evite desperdício de tempo com reuniões inúteis e improdutivas.
7. Utilize a tecnologia a seu favor. Use-a com bom senso e disciplina, evitando checar e-mails de trabalho nas horas de lazer.


FONTE: Sâmia Aguiar Brandão Simurro

Mestre em Psicologia pela USP.
Especialista em Stress e Psicossomática.
Sócia da Empresa SÊR - Psicologia.
Vice - Presidente de Projetos da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV).

http://www.raf.com.br/

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

A síndrome do desgaste profissional

Na gíria inglesa, burnout identifica os usuários de drogas que se deixaram consumir pelo vício. Ao pé da letra, a expressão significa "combustão completa" e descreve o estado de profundo desgaste profissional a que são acometidos trabalhadores muito dedicados, exigentes e com mania de perfeição. A lista de profissionais propensos a desenvolver o Burnout é extensa e inclui médicos, professores, controladores de tráfego aéreo e agentes penitenciários.

"Normalmente, o burnout ataca tanto jovens que acabaram de ingressar no mercado quanto profissionais mais experientes que atuam em uma mesma empresa há muitos anos. Os primeiros são dotados de grande idealismo, mas suas aspirações muitas vezes não coincidem com a realidade da empresa. Já os segundos sofrem por se sentirem saturados profissionalmente. Por mais que tentem, não conseguem mais dar tanto quanto gostariam", descreve a psicóloga Ana Maria Benevides-Pereira, autora do livro Burnout: Quando o Trabalho Ameaça o Bem-Estar do Trabalhador.

Os sintomas do Burnout são os mais variados possíveis e vão desde manifestações emocionais, como baixa auto-estima, perda de motivação e sentimento de fracasso, até alterações comportamentais, como queda no rendimento, comportamento paranóico ou agressivo e aumento no consumo de álcool, café e remédios.

Uma pesquisa do International Stress Management Association (ISMA), feita em 2002 entre profissionais de nove países, mostra o Brasil no segundo lugar do ranking dos trabalhadores estressados - perde apenas para o Japão. Cerca de 70% da população economicamente ativa sofrem de estresse ocupacional. Desses, 30% são vítimas do Burnout. Não por acaso, o Código Internacional de Doenças (CID) classifica a síndrome como acidente de trabalho.

"Na maioria das vezes, o portador de Burnout tem três caminhos a seguir: ou desiste do emprego e muda de profissão; ou não supera o problema e cai doente; ou, finalmente, enfrenta a situação de forma realista e ressurge das cinzas. Muitos têm dificuldade em delegar funções e acumulam tarefas que fatalmente deixarão de cumprir. É preciso que essas pessoas saibam que o cemitério está cheio de profissionais insubstituíveis", avisa a psiquiatra Alexandrina Meleiro, do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Médicos entre as vítimas
Por ironia da profissão, os médicos estão entre as maiores vítimas de Burnout. Dona de uma agenda repleta de compromissos e reuniões, a psiquiatra Cristina De Stefano acabou, ao fim de um ano, com uma inflamação na tireóide. Além das 14 horas diárias de trabalho, ainda precisava criar sozinha os filhos adolescentes e cuidar da mãe recém-operada. "Fiquei esperta e aprendi a cuidar mais de mim", ensina ela, que passou a praticar atividades físicas e a fazer trabalhos voluntários.

Na maioria dos casos, o tratamento é essencialmente psicoterápico. Remédios, para atenuar crises de ansiedade e depressão, só em último caso. "A Síndrome de Burnout não acontece subitamente. Por isso, as pessoas precisam estar atentas para evitar que o pior aconteça", alerta Ana Maria Rossi, presidente da ISMA no Brasil.

Desgaste físico e emocional
O termo Burnout foi criado pelo psiquiatra inglês Herbert Freundenberg em 1974, quando começou a observar o intenso desgaste físico e emocional dos profissionais que trabalhavam na recuperação de dependentes químicos. A inspiração partiu do título do romance A Burnt-Out Case (Um Caso Liquidado), de Graham Greene. Num trecho, o protagonista Querry diz: "Não me resta praticamente nenhum sentimento pelos seres humanos a não ser pena".

Nos anos 80, a psicóloga americana Christina Maslach realizou um estudo com profissionais da área médica, com o intuito de identificar o modo como lidam com o aspecto emocional do trabalho. Nele, identificou a "despersonalização" como um dos mais evidentes sintomas do Burnout. Em outras palavras: o profissional passa a ignorar chefes, colegas e clientes e a desenvolver características negativas, como cinismo e indiferença.

Prova de fogo para professores
Os médicos não são os únicos a sofrer as conseqüências da Síndrome de Burnout. Um estudo feito em outubro pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) revelou que 48% dos 52 mil professores de 1.440 escolas no País sofrem com algum sintoma da doença, como sensação de vazio, comportamento irritadiço e esgotamento nervoso. E mais: 25% deles - o equivalente a um em cada quatro - apresentam o quadro completo da doença.

"O desgaste diário do relacionamento com a turma é a principal causa de Burnout entre professores. Alguns alunos chegam em sala de aula trazendo problemas de casa. Outros fazem questão de demonstrar que não concordam com a nota baixa que tiraram. De um jeito ou de outro, todos descarregam seus ressentimentos em cima do professor", analisa Alexandrina Meleiro.

À primeira vista, a professora Júlia Almeida, 50 anos, não teria do que se queixar. Em vez de agüentar galalaus pirracentos e mal-humorados, ela dava aula para turmas do Jardim de Infância e da 4ª Série da rede municipal. Mesmo assim, ela começou a não saber o que fazer em sala de aula e, pior, a perder a paciência facilmente com os alunos. Tudo por causa, enumera, da baixa remuneração salarial, das péssimas condições de trabalho e do número excessivo de alunos por sala de aula.

"Mal chegava no colégio e a minha vontade era de sair correndo. Quando chegava em casa, caía no choro só de pensar no dia seguinte. Por mais que tentasse, não tinha motivação para planejar as aulas. A sensação era de impotência. O pior é que eu acabava descontando as minhas frustrações no meu marido", brinca ela.

O sofrimento de Júlia só teve fim em 2004, quando ela tomou coragem e pediu transferência de setor. Hoje, em vez de dar aulas, dirige duas creches: "Sempre me considerei uma boa profissional, do tipo que não gosta de faltar ao serviço. Mas, de uns tempos para cá, já não sentia a menor realização. Felizmente, consegui dar uma guinada na minha vida. Voltei a sentir prazer na profissão".

Afastar-se do trabalho é recomendado
Há cerca de oito anos, o psiquiatra Paulo Pavão está à frente do setor de Psiquiatria do Hospital Universitário Pedro Ernesto, no Rio de Janeiro, que oferece assistência psiquiátrica aos funcionários da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Entre médicos, professores e outros profissionais de nível médio, como serventes e porteiros, o Pedro Ernesto atende a cerca de 150 servidores estaduais. "Já atendi uma professora que sofria de severa inapetência. Aos poucos, descobri que se tratava, na verdade, de Burnout em conseqüência do assédio moral de uma chefia arbitrária", lembra.

Pavão salienta que a primeira medida a ser tomada é afastar o profissional de seu ambiente de trabalho. A legislação permite, inclusive, que portadores de Burnout tenham direito a licença médica e, em casos considerados mais graves, até a aposentadoria por invalidez. "A melhora do paciente está condicionada à mudança de seu estilo de vida. Muitas vezes, recorremos ao serviço social com o intuito de transferir o profissional de setor ou até mesmo de unidade", pondera.
O Dia

Leia esta notícia no original em:
Terra - Vida e Saúde - Guia - ABC da Saúde
http://saude.terra.com.br/interna/0,,OI1451461-EI1712,00.html

domingo, 7 de dezembro de 2008

Núcleo de Informações sobre Deficiência do Rio de Janeiro - NID/RJ.

A Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, através da Secretaria Municipal da Pessoas com Deficiência - SMPD, convida para a inauguração do Núcleo de Informações sobre Deficiência do Rio de Janeiro - NID/RJ.

Data: 12 de dezembro de 2008, às 10h.

Local: CIAD Mestre Candeia

End. Av. Pres. Vargas, 1997 - 2º andar, Centro do Rio de Janeiro

sábado, 6 de dezembro de 2008

Stress e Burnout: Trabalho.

As condições para o stress e o burnout o mais freqüentemente estudados e cited na literatura podem ser agrupadas sob três títulos gerais: características da tarefa (workload, conflito e ambigüidade do papel, autonomia, e tenure), características organizational (contexto do trabalho, e ritmo e tecnologia organizational) e características pessoais (demographics, sustentação social, hardiness, expectativas unrealistic, e progresso da carreira). Neste artigo nós exploraremos características da tarefa.

Características da tarefa

Workload: Experimentar demandas excessivas do trabalho pode conduzir para forçar. A sobrecarga, ocorre quantitatively quando há coisas demais a fazer e não bastante tempo os fazer dentro; é definida qualitatively como uma percepção individual do ’ s de sua falta da abilidade de terminar uma tarefa ou um alcance esperou padrões de desempenho. Underload, qualitatively, ocorre quando um indivíduo é sujeito a demasiado pouco stimulation do desafio e do trabalho, foi proposto também jogar um papel na experiência do stress de trabalho.
Como as demandas (qualitative e quantitative) aumente, as demandas colocadas no indivíduo aumentam também. É crucial reconhecer que se estas demandas forem experientes em uma base contínua, melhor que intermitentemente, o indivíduo pode ser mais vulnerável ao burnout.

Conflito e ambigüidade do papel: O conflito do papel, como definido por Kahn, ocorre “ em conseqüência do incongruity ou do incompatibility das expectativas comunicadas a um encarregado do papel por seu ou seu ” do remetente do papel (Kahn, 1978). Ou seja um indivíduo experimenta o conflito do papel quando o jogo das expectativas que um indivíduo se usa se operar dentro de um trabalho está no conflito com um outro jogo de. A ambigüidade do papel é associada com uma necessidade individual do ’ s para a certeza e o predictability. A ambigüidade pode ocorrer quando um indivíduo não informação suficiente dos posses termina uma tarefa. A informação insuficiente ocorre quando é restrita ou a comunicação é unclear. A literatura demonstra que estas variáveis - conflito e ambigüidade do papel - podem esclarecer uma proporção significativa da variação nas dimensões do exhaustion emocional, do depersonalization e da realização pessoal.

Autonomia: A autonomia pode ser definida como a quantidade de tomada de decisão e o controle um tem o excesso seu ou o seu trabalho. Diversos investigadores sugeriram a autonomia, e além disso uma falta da autonomia, tem um efeito direto no stress de trabalho e um papel moderando no burnout.

Tenure: O Tenure pode ser um moderator do relacionamento entre o stress de trabalho e o burnout. Embora limitada, alguma evidência sugere que os empregados experientes não podem sofrer do burnout tão prontamente como seu menos tenured contrapartes. Além, os indivíduos com tenure mais baixo do trabalho experimentam o componente-modelo três clássico do burnout, visto que os empregados com tenure mais grande tiveram mais experiência variada às pressões do burnout. Parece que mais experiente ou tenured indivíduos é mais provável ter desenvolvido habilidades lidando sobre o tempo em comparação a suas contrapartes júniors.

Entretanto, há um quarto para o cuidado na interpretação de tais resultados devido à polarização do self-selection que pode se encontrar com mais tenured indivíduos. É possível que a resistência ao burnout exibido por mais tenured indivíduos não está no fato por causa do tenure mas rather em uma medida do – pessoal do hardiness do – da resistência ao burnout. Este é dizer que mais indivíduos hardy do ’ do ‘ serão menos apartamento a cair vítima a uma ou outra circunstância e a seus efeitos negativos, assim criar uma possibilidade mais grande de obter o tenure.

Características Organizational que contribuem ao Stress e ao Burnout de trabalho
As condições para o stress e o burnout o mais freqüentemente estudados e cited na literatura podem ser agrupadas sob três títulos gerais: características da tarefa (workload, conflito e ambigüidade do papel, autonomia, e tenure), características organizational (contexto do trabalho, e ritmo e tecnologia organizational) e características pessoais (demographics, sustentação social, hardiness, expectativas unrealistic, e progresso da carreira). Neste artigo nós exploraremos características Organizational.

Características Organizational
O ambiente um trabalha dentro pode ter uma influência poderosa em um indivíduo. Diversos investigadores examinaram o efeito de antecedentess nivelados organizational no stress e no burnout de trabalho.
Contexto do trabalho: O contexto do trabalho pode ser um contribuinte à incidência do stress e do burnout no workplace.
Em um estudo dos efeitos da política e da sustentação organizational no stress, Cropanzano, Howes, Grandy & Toth (1997) exploraram o ambiente psicológico como um moderator do burnout. A política Organizational era tão dysfunctional visto, definido quanto o “ limitado ao comportamento que é projetado estratègica maximize o self-interest a curto prazo ou a longo prazo. O ” por exemplo, um exemplo do comportamento político poderia ser um gerente político-orientado “ que pudesse usar o sistema da avaliação de desempenho para o self-promotion ou mostrar o favoritism a um amigo pessoal. O ” na uma mão, sustentação organizational foi definido como importar-se e um workplace seguro, um ambiente positivo que fosse relacionado a uma variedade de resultados positivos do trabalho.
A pesquisa mostrou que há três tendências a respeito da política organizational e suporta: primeiramente, a política estêve relacionada aos resultados negativos do trabalho, quando a sustentação for relacionada ao positivo. Em segundo, a política e a sustentação predisseram acima e além de uma outra, sugerindo que deve ser vista como construções separadas melhor que oposto aos fins de um único continuum. Em terceiro lugar, a política e a sustentação predisseram a tensão do trabalho, a tensão somatic, a fatiga geral, e o burnout.
O nível de trabalho, o segundo componente da lata e do contexto do trabalho ligou ao exhaustion emocional. Consideravelmente e os colegas (1992) olhou o relacionamento do nível de trabalho e do exhaustion emocional entre empregados managerial e non-managerial das telecomunicações. Os resultados demonstraram que as mulheres experimentaram um exhaustion e um depersonalization mais emocionais se fossem non-gerentes, quando a reação oposta foi anotada para homens. Gaines e Jermier (1983) conduziram também um estudo do nível de trabalho com oficiais de polícias, anotando que o exhaustion emocional diferiu através dos departamentos que sugerem reações diferentes para forçar entre trabalhos diferentes na força. Cada uma destes estuda empresta o credibility ao efeito moderando do nível de trabalho e à experiência do exhaustion emocional.

Ritmo e tecnologia Organizational: O ritmo da mudança experimentado por organizações tem sido hoje unprecedented na história. Embora pouca pesquisa seja conduzida, o tempo revelará que efeitos o ritmo aumentado das organizações e da tecnologia tem no stress e o burnout experimentou por trabalhadores do ’ s de hoje.

Características da tarefa que contribuem ao Stress e ao Burnout de trabalho
As condições para o stress e o burnout o mais freqüentemente estudados e cited na literatura podem ser agrupadas sob três títulos gerais: características da tarefa (workload, conflito e ambigüidade do papel, autonomia, e tenure), características organizational (contexto do trabalho, e ritmo e tecnologia organizational) e características pessoais (demographics, sustentação social, hardiness, expectativas unrealistic, e progresso da carreira). Neste artigo nós exploraremos características pessoais.

Características pessoais
Além à tarefa e às influências organizational, a pesquisa demonstrou relacionamentos fortes entre características pessoais e a experiência do stress e o burnout.

Demographics: A evidência empírica é misturada a respeito do relacionamento entre o gender e o burnout. Os estudos numerosos relataram diferenças em todas as três construções do modelo; entretanto, há pouca evidência de uma compreensão desobstruída do teste padrão ou da complexidade daqueles relacionamentos. Uns indivíduos mais novos foram encontrados consistentemente para relatar uns níveis mais elevados do burnout e este pode servir como uma indicação do efeito previamente discutido do tenure em empregados.

Sustentação social: A sustentação social como um moderator do burnout recebeu a atenção extensiva na literatura. A sustentação social parece afetar trabalhadores em duas maneiras diferentes: como um amortecedor entre o stress de trabalho e conseqüências físicas e um efeito direto no stress experimentou. Como um amortecedor, a sustentação social funciona em duas maneiras: primeiramente, para redefinir a ameaça ou o stressor, e em segundo, para promover o uso de comportamentos lidando adaptáveis.
Fora do reino do stress, a pesquisa empírica encontrou correlações positivas para a sustentação social e a saúde física.

Hardiness: Sugeriu-se que os indivíduos que possuem o hardiness têm um amortecedor ao impacto negativo das mudanças da vida, ou stress. Indivíduos que a exibição do hardiness dos posses um locus interno do controle, extremamente um compromisso às atividades em suas vidas, e elas vê mudanças na vida como desafios

Expectativas Unrealistic: O Burnout é associado frequentemente com a abertura entre percepções do ’ um s do indivíduo das expectativas para o desempenho profissional bem sucedido e o desempenho observado realístico. Os investigadores sugeriram que mais grande a discrepância que um indivíduo experimenta, mais grande o efeito sentiu pela organização e pela reação do ’ s do empregado a seu trabalho.
As SHIFT em expectativas do empregado foram estudadas também, revelando uma correlação com todas as três construções da escala do burnout (por exemplo o burnout foi correlacionado altamente com as SHIFT negativas das expectativas). Este relacionamento foi relacionado ao tenure do empregado enquanto menos empregados experientes tenderam a deslocar suas expectativas que causam mais negativamente uns níveis mais elevados do burnout, visto que os empregados experientes relataram níveis diminuídos do burnout positivamente deslocando suas expectativas.

Progresso da carreira: Os empregados que experimentam um movimento ascendente mais grande da carreira serão mais menos prováveis sofrer do burnout. Esta hipótese é aterrada em três pensamentos, um para cada componente do burnout: primeiramente, o promotion acompanha uma redução no contato do cliente; em segundo, o promotion pode fornecer o feedback raro a respeito da realização pessoal; e terceiro, a experiência do progresso da carreira é provável ser acoplada com uma opinião individual do ’ s em políticas, em procedimentos e no ambiente organizational. Entretanto, deve-se anotar que estas hipóteses têm ser validadas ainda empìrica.

Artigos vivos Sustainable @ http://www.articlegarden.com

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Beijar diminue o stress.

Um estudo feito pela revista científica Psychosomantic destaca que o estresse crônico pode ter vários efeitos no organismo

Casais que se abraçam, beijam e encontram outras formas de se manterem próximos todos os dias podem ter menores níveis de hormônios do estresse no organismo, segundo estudo recentemente publicado na revista científica Psychosomatic Medicine.


De acordo com os autores, essa descoberta pode ser uma das chaves para entender porque os casamentos têm sido relacionados, por alguns estudos, a uma melhor saúde. Eles destacam que o estresse crônico pode ter vários efeitos no organismo, enfraquecendo o sistema imunológico e contribuindo para a doença cardíaca.


Avaliando 51 casais alemães, acompanhados por uma semana, os pesquisadores notaram que aqueles que relatavam maior contato físico em um determinado dia - sejam relações sexuais, ou o simples fato de dar as mãos - geralmente apresentavam menores níveis de cortisol - conhecido como hormônio do estresse - na saliva. Além disso, quanto maior o contato íntimo, melhor era o humor relatado pelos participantes no dia.


E os resultados eram ainda mais marcantes para casais que apresentavam problemas no trabalho, sugerindo que o contato físico entre parceiros poderia aliviar o estresse do trabalho.


Os autores não recomendam que os casais "expressem mais intimidade apenas por si mesmas", mas apenas encontrem atividades que criem sentimentos positivos em ambos. Eles lembram que há diversas formas de se fazer isso, pois, para cada casal, "intimidade" teria um significado diferente.

FONTE: http://www.perfilnews.com.br/noticias/?id=166939

E mais beijo ...

Aproximadamente 10% da humanidade dispensa a osculação. Consideram o ato indecente, quando não nojento.

(Osculação? É a palavra científica para beijo na boca.)

A Scientific American do mês tem uma reportagem que faz um balanço das pesquisas recentes sobre o tema. Há descobertas da maior importância, como aquela da Universidade de Ruhr, na Alemanha, que demonstrou não importar se o indivíduo é destro ou se é canhoto. Na hora do beijo, inclina a cabeça para a direita.

Há entre 12 e 13 caminhos nervosos no crânio que afetam alguma função cerebral – e cinco deles trabalham pesado no momento do beijo. Mensagens são disparadas de nossos lábios, bochechas, língua e nariz. O cérebro processa informação relativa a temperatura, gosto, cheiro e movimentos os mais diversos e surpreendentes. A resposta aos estímulos vem num coquetel de químicos que afetam para bem ou para mal stress, motivação, ligações sociais e estímulo sexual.

Beijo joga o stress para baixo e a sociabilidade para cima. (E talvez não fosse preciso um doutorado em bioquímica para sabê-lo.)

Se por um lado tais benefícios todos do beijo na boca são comuns a ambos os sexos, por outro homens e mulheres beijam com objetivos distintos em mente – e quem o diz são antropólogos vários. Homens vêem o beijo como o primeiro passo para o sexo. (Uma descoberta surpreendente.) Já mulheres se dedicam ao beijo por conta do aumento de intimidade na relação. (Ora, pois.)

Mas, ainda aí, há provavelmente mais informação do que se imaginava. No beijo, a mulher recebe sinais bioquímicos que lhe permitem avaliar a qualidade do parceiro para procriação, seu grau de confiabilidade – e até mesmo se ele estará por perto para ajudar a cuidar da cria.

FONTE http://pedrodoria.com.br/2008/02/08/por-tras-daquele-beijo

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Síndrome de Fim de Ano

Com a correria das festas, aumentam os casos de stress, que leva a doenças como hipertensão e infarto


O tradicional período de alegria também pode se tornar um transtorno: o taxista Magela sofre no trânsito ...


CARLA GULLO

Dezembro. O trânsito dobra de volume, a população parece triplicar. As lojas ficam cheias, os corredores dos shoppings e as calçadas das ruas são disputados metro a metro. São tantos detalhes para pensar: a melhor árvore, o enfeite mais bonito, as roupas, o presente do amigo secreto, dos filhos, do marido, da mulher... Tudo isso tem de caber no orçamento. Do contrário, o ano vai começar negativo. Parece incrível que uma simples comemoração de Natal possa se transformar em algo tão complicado. E o pior de tudo é que se entra na roda-viva sem perceber que isso muitas vezes traz complicações para a saúde. Afinal, tantos compromissos e obrigações resultam num verdadeiro stress que pode desencadear uma série de sintomas no organismo. "No final das festas, ou mesmo durante o corre-corre que as antecede, é comum ouvir reclamações de dores musculares, de cabeça, taquicardia, pressão alta. Sem falar de angústia e depressões mais sérias", diz a psicóloga gaúcha Ana Maria Rossi, especialista em tratamentos de stress.



A advogada paulista Patrizia Calabria, 27 anos, corre o ano todo. Mas nesta época de Natal o volume de trabalho dobra. A pressão dos clientes aumenta e todos querem resolver os problemas em menos de um mês. "Mesmo sem querer, acabo sendo esmagada pelo rolo compressor", afirma ela. Como consequência, a advogada fica muito irritada e sente dores por todo o corpo. "Chego do trabalho e tenho vontade de me atirar na cama e só sair de lá depois que o Natal passar." Da mesma forma, o arquiteto gaúcho Franco Sessa, 48 anos, trabalha intensamente durante meses. Com um escritório particular, cuida não só de projetos mas de construções e reformas de casa. Em dezembro, no entanto, o trabalho fica um pouco mais complicado. "Todos querem a casa pronta para as festas. Só que os marceneiros, pedreiros e eletricistas estão muito ocupados e quase não pegam serviço. Fico espremido feito sanduíche", conta ele. Na tentativa de agradar a todos, Sessa se esquece dele mesmo. Com muito poder de negociação, na maioria das vezes consegue dar conta dos pedidos, mas em troca ganha uma terrível dor nas costas que em geral o acompanha por todo o verão.



A família Aranovich se desentende na hora de viajar: Rosa e as filhas querem a praia, enquanto Arnaldo prefere a neve



A tensão do final do ano pode funcionar como a gota d'água de um processo de fadiga que se acumulou dia a dia, mês a mês. E o resultado, em geral, são sérias consequências para o corpo. É fácil entender por quê. O stress é a resposta de um processo pré-histórico de defesa do organismo que persiste até hoje. O homem moderno continua reagindo ao meio ambiente como seus ancestrais. Na época das cavernas, era necessário lutar para sobreviver. Só que muitas vezes, a luta seria em vão e era preciso fugir para se salvar. Para saber exatamente qual a melhor escolha, o cérebro desenvolveu um mecanismo que em apenas sete segundos dá o comando para o resto do corpo reagir ou fugir. Nesses segundos, há todo um aparato que prepara o corpo para o estado de alerta. A pressão arterial aumenta, a respiração acelera, pés e mãos se tornam frios. Desaparece a sensação de fome, pois o organismo precisa de toda a energia para lutar. Engenhoso, sem dúvida. Mas esse maquinário natural descarrega uma série de substâncias, entre elas um hormônio chamado adrenalina, que, em excesso, pode provocar doenças. Para o homem das cavernas era mais fácil lidar com essa descarga de hormônios. Armado de todo um aparato físico, ele corria ou lutava. "Com isso, era difícil acumular essas substâncias no corpo", atesta o clínico Luís Carlos Silveira, da Clínica Kür Hotel, na serra gaúcha. Mas para o homem moderno não é possível a cada momento responder a esse mecanismo natural. Nem sempre dá para lutar e muito menos fugir. O trânsito pára, o dinheiro não dá, as lojas estão cheias. Mesmo assim, as regras sociais exigem que se aguente calado. Conclusão: o corpo mantém-se em estado de alerta e acumula adrenalina.

Mesmo aqueles profissionais que não se cansaram tanto durante o ano, mas trabalham mais intensamente entre novembro e dezembro sentem de perto as mazelas do stress. O estudante Luciano Santos, 29 anos, está desempregado e pegou um trabalho temporário numa loja de discos em São Paulo. Está espantado com o ritmo, não dos CDs, mas dos clientes. "Cheguei a vender 170 CDs em apenas dois dias. Dá um dinheiro bom, mas minhas pernas e minhas costas ficam acabadas. Descanso agora, só em janeiro", diz. As vendedoras Rosângela Cunha, 36 anos, e Ângela Bernardes, 17, também reclamam de dores nas pernas e no corpo. Num turno acelerado de 12 horas diárias, sem finais de semana, as garotas sonham com a primeira semana de janeiro, data em que vão folgar. "O corpo reclama, mas acho que vendedor precisa de adrenalina para sobreviver", afirma Ângela.


O aposentado Robles: descanso como Papai Noel


Não só os vendedores, mas qualquer ser humano necessita de adrenalina para viver. Do contrário, o mundo seria uma apatia total. Por isso que, na dose certa, o stress é positivo. O perigo, na verdade, é quando os hormônios se acumulam. É nessa hora que a fadiga começa a mostrar suas garras. Os sintomas iniciais, que é o primeiro estágio do stress, em geral são insônia, dor de cabeça, enxaqueca, bruxismo (ranger os dentes durante a noite), pressão alta, dores musculares, irritabilidade. A segunda fase é a mais perigosa. É o momento em que o corpo reage aos sintomas mascarando-os. Isso dura anos e os próprios especialistas podem não se dar conta do perigo. De uma hora para outra vem o terceiro momento, o avançado. É quando aparecem os distúrbios mais importantes como síndrome do pânico, depressão, úlcera, hipertensão e problemas cardíacos - o infarto, por exemplo. E, por incrível que pareça, grande parte dessas doenças se manifesta no fim do ano ou quando há eventos importantes e tensos, como a Copa do Mundo ou o anúncio de um novo plano econômico. O cardiologista Charles Mady, do Instituto do Coração de São Paulo, Incor, afirma que nessas horas há um aumento significativo de pacientes no hospital. "É o resultado daquilo que se chama stress de ocasião. O nível de substâncias químicas no corpo, entre elas a adrenalina, sobe ainda mais e sobrecarrega o coração", explica.

A própria palavra stress vem carregada de tensão. Derivada do latim, foi popularmente usada no século XVII para representar "adversidade" ou "aflição". Mais tarde, passou a ser um conceito da física que significava "fio prestes a arrebentar". Em 1936 o endocrinologista austríaco Hans Selye tomou emprestado esta palavra e a definiu como "um conjunto de reações que o organismo desenvolve ao ser submetido a uma situação que exige esforço para adaptação". Este conceito é válido até hoje e se popularizou de uma maneira impressionante. Não sem razão. Afinal, embora não se tenham números, sabe-se que o stress atinge uma grande quantidade de pessoas. Alguns profissionais são os alvos principais, como médicos, bancários, publicitários, jornalistas, motoristas, secretárias, operadores do pregão, controladores de vôo, garçons. São pessoas com fortes responsabilidades, mas sem grande poder de decisão, o que provoca um maior represamento de adrenalina. E, também no fim do ano, o stress dessas vítimas dá sinal de vida. O taxista Geraldo Magela, 34 anos, luta no trânsito de São Paulo durante 12 horas por dia. A briga é dura. A capital paulista tem uma frota de mais de 4,5 milhões de carros e sabe-se que no final do ano este número cresce muito com visitantes que vão fazer compras. "Nesta época, trabalho das sete da manhã à meia-noite. Fico com dores nas pernas por causa da embreagem, me irrito à toa, mas não posso parar. Sinto que envelheço alguns anos em dezembro", conta. A bancária Maria Eugênia de Souza, 37 anos, também padece mais nesta época do ano. No banco onde trabalha, o serviço dobra. "Todo mundo acha que terminamos às 16h30. É nesse hora que começa o pior", conta. Além de dar duro no trabalho, Maria Eugênia, casada e mãe de dois filhos, está preparando toda a festa para o fim de ano. "É uma correria sem fim. Demoro meia hora para estacionar o carro no shopping e as lojas estão cheias. Gostaria de viajar durante o Natal e reveillon para não ter de me preocupar com ceias e presentes", desabafa.

Não só ela quer fugir das festas. Muita gente procura descansar durante as pequenas férias coletivas que ocorrem principalmente próximo ao reveillon. Mas, de novo, o stress volta a atacar. O trânsito infernal das estradas, o corre-corre para deixar tudo pronto para a viagem e a decisão para onde ir chegam a cansar ainda mais. Esse último item muitas vezes pode provocar uma verdadeira crise na família que leva a uma fadiga maior do que a correria. É o caso do advogado gaúcho Eduardo Aranovich, 49 anos, e da mulher, Rosa, 48. Ele sonha em passar o ano-novo em Nova York. Mas Rosa e as filhas Alexandra, 24 anos, Natália, 21 e Tatiana, 16, são irredutíveis: querem ir onde tenha sol. "Quero fugir para bem longe do stress de fim de ano, mas acabo provocando uma guerra em família", desabafa Aranovich. "Elas são maioria e acabam vencendo. Mas no ano que vem, vou de qualquer jeito", afirma.

O stress é implacável. Pode atacar quem vai e também quem fica na própria cidade. Afinal, nem todo mundo gosta de reuniões em família ou mesmo fogos e festas. Segundo a psicóloga Marilda Novaes Lipp, do Centro de Controle de Stress de Campinas, a obrigação de estar feliz durante o fim de ano, o encontro nem sempre agradável entre as pessoas estressa muita gente e pode provocar depressões sérias. "Muita gente tende a fazer um balanço do passado e se recrimina por não ter cumprido algumas promessas feitas no início do ano", diz Marilda. "É uma época difícil principalmente para quem é sozinho ou perdeu o companheiro ou parente próximo. Por isso, aumentam muito os casos de suicídio durante este período", completa.

Para algumas pessoas, as festas são particularmente angustiantes e até mesmo perigosas. É o caso de ex-drogados e ex-alcoólatras, que, depois de algum tempo de abstinência, podem cair na tentação de voltar a beber ou se drogar por influência do clima natalino. "A pressão social é grande, principalmente no que diz respeito à bebida", afirma o toxicologista e psicoterapeuta Ricardo Feix, do Centro de Dependentes Químicos de Porto Alegre. "Ninguém entende que chamar um ex-alcoólatra para beber pode significar muito mais do que um simples copo. Ele volta a ser alcoólatra." O artista plástico Claúdio Franqui, 38 anos, atesta as palavras de Feix. Abstêmio de drogas e bebidas alcoólicas há quase dois anos, ele vive desde já a expectativa das festas. "Penso em passar sozinho com minha mulher. O Natal e o reveillon são muito estressantes para mim. Chego a ter medo desses encontros", diz. "Todo mundo oferece bebida e é preciso muita força de vontade para resistir. Prefiro ficar longe da badalação e preservar minha vida."

Por incrível que pareça, em meio ao corre-corre e taças de champanhe, uma figura parece bastante descansada e feliz: o Papai Noel. O aposentado Antônio Robles, 67 anos, há quatro anos tem um emprego temporário no Shopping Iguatemi, em São Paulo, onde faz o papel do bom velhinho. Feliz entre balas e sorrisos de crianças, ele diz que é a época em que aproveita para sentar e descansar. Depois que se aposentou, ele e o filho abriram uma pequena empresa de manutenção de edifícios. Um serviço sem dúvida desgastante. "Trabalho mais de oito horas por dia fazendo pintura e marcenaria. O Natal é minhas férias", conta. Taí uma saída. Para quem sofre com as obrigações de fim de ano e com o caótico trânsito das grandes cidades do País, imaginar a tranquilidade da vida no Pólo Norte pode ser uma alternativa para congelar tensões e ansiedades que se multiplicam nessa época.


FONTE: http://www.terra.com.br/istoe/comport/141803.htm

Stress de Final de Ano. UFA !!!!!!!!!!!!!

Fuja dessa loucura
Pesquisa constata que os preparativos
das festas de fim de ano e até das férias
estão entre as principais causas de
stress desta época

Celina Côrtes, Cilene Pereira
e Mônica Tarantino
Colaborou Greice Rodrigues

Começou a contagem regressiva. Falta menos de um mês para as festas natalinas e de final de ano. Aqueles dias em que nos imaginamos com os pés para cima contemplando o horizonte, num belo hotel à beira-mar ou nas montanhas. Caros leitores e leitoras, desculpem, mas é hora de acordar. Na vida real, é nesta época do ano que a tensão aumenta de maneira impressionante. Uma pesquisa feita no início do mês pela Isma-BR (entidade de gerenciamento do stress) com 678 pessoas mostrou que 80% dos entrevistados já se sentiam quase duas vezes mais estressados do que no resto do ano. E a subida dos ponteiros começa na primeira quinzena de novembro, assim que a decoração de Natal ganha as ruas, as lojas se enchem e os filhos entregam suas listas de presentes. Ao mesmo tempo, os adultos começam a bolar estratégias para atender às solicitações profissionais e familiares e, se der, para ficar com o troco do décimo terceiro salário.

Sentimentos – O excesso de compromissos e decisões cansa demais. Por isso, está entre as primeiras causas do maior stress no final de ano. Como resultado, as mudanças de humor se tornam freqüentes. São facilitadas porque, no período, é comum aflorarem sentimentos de ansiedade e angústia. De acordo com o estudo, mais de um terço dos entrevistados sofre no final do ano lembrando de rupturas amorosas, de entes queridos que se foram ou de queda na qualidade de vida. “Ocorre um processo meio inconsciente de revisão de vida, de coisas que não foram feitas, e também a formulação de expectativas”, explica o psiquiatra Elko Perissinotti, dos hospitais São Luiz e das Clínicas, de São Paulo.

Mas tem jeito de aproveitar a virada do ano sem que o desgaste – físico e emocional – apague o brilho da festa? Embora a pergunta seja antiga, as respostas dos especialistas agora estão fundamentadas em critérios científicos de manejo do stress e têm menos cara de orelha de livro de auto-ajuda. “Não há milagres. Deve-se identificar os fatores de maior impacto e escolher meios de atuar sobre eles. Se é preciso realizar uma festa de réveillon e não há tempo, peça auxílio”, diz a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da Isma-BR. Dessa forma, o que é um fardo vira um prazer. “Dividir a criação da festa com a família ou amigos pode ser até mais divertido”, concorda a chef de cozinha Flávia Quaresma, do Rio de Janeiro.

Na verdade, há várias medidas para solucionar as dificuldades do período, como decidir para onde viajar. “Se o objetivo é descansar, melhor ir a um hotel fazenda. Para conhecer um lugar, a gente anda, usa transportes. Esclarecer isso evita stress no passeio”, diz Mariza Carone, da agência de turismo Turnet, de São Paulo. Também não vale a pena procurar um lugar para relaxar e ser obrigado a fazer inúmeras atividades para... relaxar. No spa Oásis, em Gravatá, em Pernambuco, o lema é não impingir nada. “Temos uma visão flexível e auxiliamos as pessoas a reduzir o stress de maneira suave”, diz Ana Cláudia de Araújo, dona do lugar. Existem outras orientações, de ordem emocional, que, de preferência, devem ser aplicadas desde cedo para que se chegue à idade adulta sem tanta crise, principalmente nesta época. “Precisamos ajudar as crianças a desenvolver a resiliência, termo da física que se refere à capacidade de um corpo voltar ao natural depois de ser submetido à pressão. É necessário ensiná-las a suportar as frustrações e a desfrutar os momentos”, recomenda Perissinotti.

Prática – Mais um ponto é crucial para conquistar resultados concretos: como
há muita informação disponível sobre stress, as pessoas tendem a se convencer
de que o fato de conhecerem o assunto lhes garante uma proteção quase mágica. “Existe uma falsa sensação de segurança por ter lido sobre o tema. É como ser
um consultor financeiro que ajusta as finanças dos outros, mas vive no vermelho”, compara Ana Rossi. O ensinamento significa que é necessário ir além da teoria.
“As pessoas precisam preparar seu relaxamento”, explica o psicanalista carioca José Arruda.

O raciocínio serve para atuar contra o stress do final de ano, mas também é um ponto de partida para uma reflexão mais ampla sobre o que se quer da vida. Continuar correndo, eternamente irritado e sem tempo para aquele projeto pessoal, ou construir um modo de vida no qual caibam o descanso e a serenidade? No mundo, já existem grupos que optaram pela segunda via. O estímulo mais recente à adoção de uma vida “desacelerada” foi o lançamento do livro Devagar (Ed. Record), em agosto, do jornalista canadense Carl Honoré, 37 anos. Honoré, um ex-acelerado, viu que corria demais quando se interessou por histórias infantis rápidas, para fazer o filho dormir em um minuto. O absurdo o fez mergulhar em pesquisas. “Desde que o livro saiu, os movimentos de desaceleração se multiplicam. As pessoas percebem que a velocidade traz mais danos do que benefícios”, disse Honoré a ISTOÉ. Um desses grupos é a Sociedade para a Desaceleração do Tempo, sediada na cidade austríaca de Klagenfurt, com seis mil membros. O movimento defende que se deve usar o tempo necessário para fazer as coisas com capricho e assim obter mais prazer. Seu objetivo é recorrer ao melhor da tecnologia e do design para tornar a vida mais fácil e aprazível. Quem não quer?

FONTE: http://www.terra.com.br/istoe/1885/medicina/1885_fuja_loucura.htm

domingo, 30 de novembro de 2008

Violência em Sala de Aula

Pesquisa da Uerj revela desgaste de professores do Ensino Fundamental devido a violência.

Que a vida de professor é bastante estressante, todos sabem. Quando juntamos à profissão um sentimento de ameaça em sala de aula, a situação pode se agravar ainda mais. Um recente estudo da Uerj (Universidade do Estado do Rio Janeiro), realizado pela pesquisadora Gisele Levy, revela que cerca de 70% dos professores de cinco escolas da rede Municipal de Educação de Niterói sofrem da Síndrome de Burnout, ou seja, de exaustão emocional, despersonalização e falta de realização.
A amostra reuniu 119 professores do Ensino Fundamental de Niterói e municípios vizinhos, que trabalham com alunos entre seis e 14 anos de idade. Deste total, 71% eram mulheres, 34% tinham idade entre 31 e 40 anos e 86% se sentiam ameaçados em sala de aula.

Segundo Gisele Levy, são muitos os aspectos que contribuem para a Síndrome de Burnout, como as condições precárias em que o ensino público se encontra, baixos salários, jornada de trabalho excessiva, prédios mal conservados, falta de equipamentos, violência dentro e fora das escolas e até mesmo a inexperiência.

– A idade do professor é determinante para o desgaste profissional. Professores de mais idade e com maior experiência conseguem administrar melhor situações adversas em sala de aula, pois utilizam habilidades profissionais adquiridas ao longo do tempo – ressaltou.

FONTE: http://www.cienciaetecnologia.rj.gov.br/detalhe_noticia.asp?ident=104

Burnout a nova ameaça contra os professores.

Violência e Stress

Que São Paulo é uma das cidades mais violentas do mundo todos sabem, agora o que muita gente não sabe é que a população paulistana tem adoecido em função da violência. Entre os transtornos mentais desencadeados em função da violência estão: depressão, síndrome do pânico, ansiedade, alcoolismo, uso de drogas, transtorno de stress agudo, transtorno do stress pós-traumático entre outros.
Dados parciais de uma pesquisa feita pelo PROVE (Programa de Atendimento a Vitimas de Violências e Estresse) da Unifesp, revelam que a população paulistana tem três vezes maior probabilidade de sofrer de transtorno de stress pós-traumático (TSPT) do que os padrões esperados. A chance mínima de se desenvolver stress pós-traumático independente do ambiente é de 7%, a probabilidade dos americanos desenvolverem o quadro é de 9%, e o índice é de 25% na cidade de São Paulo, essa estatística é semelhante aos dos vividos em regiões de conflitos armados como Israel e Palestina.
Dentre os pesquisados 41,5% sofreram assalto à mão armada, 15,6% perdeu pessoa próxima vitima de homicídio e 13,7% vítimas de violência sexual. Qualquer pessoa exposta a uma situação traumática violenta, desenvolve uma reação aguda ao stress que pode durar no máximo 30 dias, e depois desaparece, porém em algumas pessoas a reação aguda pode persistir e se transformar em Transtorno do Stress Pós-Traumático, e se não for tratado os sintomas podem perdurar por anos.
Segundo critérios internacionais (DSM-IV), os diagnósticos para o TSPT são:
- Exposição á um evento traumático;
- Vivência de intenso medo, ou ameaça à integridade física, própria ou de outros;
- O evento traumático é persistente e revivido com imagens, pensamentos ou percepções, sonhos aflitivos e recorrentes com o evento, agir ou sentir como se o trauma estivesse ocorrendo novamente, sofrimento psicológico intenso quando lembram do evento traumático;
- Esquiva persistente de estímulos associado ao trauma;
- Sintomas persistentes de excitabilidade aumentada: dificuldades com o sono, irritabilidade ou surtos de raiva, dificuldade de concentrar-se, hipervigilância, resposta de sobressalto exagerada.
- Duração da perturbação é superior a um mês;
- A perturbação causa sofrimento significativo ou prejuízo no funcionamento em casa, no trabalho e em outras atividades importantes da vida.
Se você ou alguém próximo a você vivenciou algum tipo de violência e apresenta os sintomas acima, procure ajuda, o tratamento recomendado é o medicamentoso junto com o psicoterápico. Não deixe de procurar ajuda de especialistas porque sem o tratamento específico não haverá remissão dos sintomas.

FONTE: Regina Ribeiro das Neves
http://controledostress.blogspot.com/2007/11/violncia-causa-stress-excessivo.html

A Saúde do Professor Vai Mal.

O professor está doente. Excesso de trabalho, indisciplina em sala de aula, salário baixo, pressão da direção, violência, demandas de pais de alunos, bombardeio de informações, desgaste físico e, principalmente, a falta de reconhecimento de sua atividade são algumas das causas de estresse, ansiedade e depressão que vêm acometendo os docentes brasileiros.

Profissionais de saúde e de educação dão cada vez mais atenção a fatores que afetam a saúde psicológica do professor. Ainda que pouco seja feito em termos de políticas públicas e educacionais para prevenção, acompanhamento e tratamento de casos genericamente classificados como de estresse, pesquisas começam a identificar a origem do mal e a apontar caminhos para mudanças.

Em artigo publicado em 2005 na revista Educação e Pesquisa, da Faculdade de Educação da USP, as pesquisadoras Sandra Gasparini, Sandhi Barreto e Ada Assunção, do Programa de Pós-graduação em Saúde Pública da Faculdade de Medicina da UFMG, citam estudos realizados em várias localidades - Belo Horizonte e Montes Claros (MG), Vitória da Conquista e Salvador (BA), Santa Maria (RS) e Campinas (SP), entre outras - para aferir as condições de saúde do professor, a incidência dos pedidos de licença médica e suas motivações.

Partindo da hipótese de que as condições de trabalho - excesso de tarefas e ruídos, pressão por requalificação profissional, falta de apoio institucional e de docentes em número necessário, entre outras - geram um sobreesforço na realização de suas tarefas, o estudo conclui que os resultados aferidos nas diversas cidades são convergentes e que os professores estão mais sujeitos que outros grupos a terem transtornos psíquicos de intensidade variada.

Muitos desses elementos de pressão são fruto de uma reconfiguração do mundo do trabalho, que não foi realizada a contento no que diz respeito a suprir as necessidades do professor na mesma escala em que é cobrado. "O sistema escolar transfere ao profissional a responsabilidade por cobrir as lacunas existentes na instituição, a qual estabelece mecanismos rígidos e redundantes de avaliação profissional", diz Sandra Gasparini.

Um dos problemas mais comuns na atividade de educador é a síndrome de burnout (veja texto). Suas causas estão na ocupação profissional, principalmente entre trabalhadores que lidam diretamente com pessoas e demandas variadas. É comum entre médicos, enfermeiros, policiais e, é claro, professores.

Vista como epidemia no meio educacional, essa síndrome não é exclusividade brasileira. Estudos na década de 1980 já apontavam altíssima incidência do problema entre os docentes norte-americanos. Entretanto, por estar sendo estudada há relativamente pouco tempo, ainda é difícil avaliar o desenvolvimento do burnout nas diferentes atuações profissionais. De qualquer maneira, as mudanças sociais das últimas décadas - que, para ficarmos no caso brasileiro, alteraram a cultura e os interesses do alunado, aumentaram a violência nos centros urbanos e diversificaram e intensificaram o acesso à informação - entraram na escola e tornaram-se fatores motivadores de estresse entre os professores.

A Universidade de Brasília (UnB) realizou, a partir de um acordo com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), uma grande pesquisa nacional no final da década passada sobre o burnout com 52 mil trabalhadores em 1.440 escolas. Esse trabalho foi publicado no livro Educação: Carinho e Trabalho (Editora Vozes, 434 páginas). Os resultados mostraram que 48% dos entrevistados apresentavam algum sintoma da síndrome

A coordenadora do Laboratório de Psicologia do Trabalho da UnB e uma das pesquisadoras envolvidas no estudo, Iône Vasques-Menezes, destaca no meio desses números preocupantes que, de certa forma, o profissional está mais sujeito ao burnout, pois a situação da sociedade é outra. Ela lembra que até o início da década de 1960 o professor era valorizado.

Uma pesquisa mais recente, de 2003, feita pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) apresentou resultados semelhantes: 46% dos professores já tiveram diagnosticado algum tipo de estresse - entre as mulheres esse número chega a 51%.

No Mato Grosso do Sul, segundo dados da CNTE e da Federação dos Trabalhadores em Educação do Mato Grosso do Sul, mais de 60% das licenças médicas concedidas aos trabalhadores em educação no Estado são para professores. Do total de licenças, 38% estão relacionadas a transtornos mentais e comportamentais, o principal motivo dos afastamentos.


A deterioração

Celso dos Santos Filho é médico residente do setor de psiquiatria do Hospital do Servidor, em São Paulo. Ele diz que atende a um número considerável de professores que buscam ajuda psiquiátrica com os mais diversos transtornos. "Há uma desvalorização gradual do papel do professor. Ele se sente cada vez menos valorizado, o que afeta a prática profissional e a auto-estima", conta. Tais perturbações deságuam em "dificuldade para ir ao trabalho, insônia, choro fácil". O médico nota que as reclamações mais comuns desse sentimento de depreciação da atividade apontam para a falta de autoridade sobre os alunos e para a ausência de apoio institucional e das famílias dos alunos.

Existem dados que balizam a fala do psiquiatra: a Unesco fez, em 2002, uma grande pesquisa sobre o perfil do professor brasileiro. Em uma das questões sobre a percepção que tinham do próprio trabalho, 54,8% afirmaram ser um problema manter a disciplina em sala de aula; 51,9% mencionaram as características sociais dos alunos; e 44,8%, a relação com os pais. Outros pontos críticos estão relacionados com o volume de trabalho e a falta de tempo para preparar aulas e corrigir avaliações. De todo modo, as questões que envolvem relações humanas, que são a essência da educação, demonstram ser obstáculos difíceis para os professores.

A síndrome do esgotamento profissional,conhecida como síndrome de burnout,foi batizada nos anos 70. O nome vem da expressão em inglês to burn out, ou seja, queimar completamente, consumir-se.

"A gente deixa de fazer o trabalho para ficar chamando a atenção de aluno para tirar o pé da cadeira e para fazer silêncio. Isso os pais deveriam ensinar", revolta-se uma professora da rede pública paulista. "Nas reuniões, os pais dos alunos que não têm problemas aparecem; os que têm, raramente vão." A psicóloga e professora da PUC-Campinas, Marilda Lipp, concorda com a professora: "As crianças estão mal-educadas. Mas ao mesmo tempo em que os pais desvalorizam os professores, passam a eles a responsabilidade de educar os filhos".

Marilda, que também é diretora do Centro Psicológico de Controle do Estresse e autora e organizadora de diversos estudos sobre o assunto - como o livro O Estresse do Professor (Papirus, 146 páginas), acredita que problemas semelhantes ocorram em várias ocupações. "Mas o dano que um professor pode causar é muito maior, pois o estresse é emocionalmente contagiante."

De acordo com uma pesquisa orientada pelo psicólogo e professor da UERJ, Francisco Nunes Sobrinho, um fator determinante do burnout é a idade do professor. Pelos resultados, educadores mais jovens fazem uso exagerado de "controle aversivo". "Eles, por exemplo, gritam mais com o aluno para tentar controlar a disciplina. Se o professor ameaça demais, ele também pode criar um clima de estresse", explica.


Problema abrangente

A deterioração da atividade docente não acontece apenas no ensino público, o privado também sofre de mal semelhante. "A relação entre professor e aluno se transformou em relação professor-cliente", condena Rita Fraga, diretora do Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro-SP). Apesar de trabalhar com profissionais da rede particular do Estado, ou seja, que supostamente figuram entre os mais bem remunerados do país e com uma boa infra-estrutura de ensino disponível, o sindicato nota um aumento do estresse no seu público. Rita avalia que muitos professores são pressionados pelos interesses mercadológicos da escola e, assim, muitas vezes não têm suporte da instituição em situações de enfrentamento com os alunos. "Com medo de perder o emprego, ele se sujeita a esse tipo de situação."

A psiquiatra do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, Alexandrina Meleiro, demonstra que esse problema de instituições privadas existe nos casos que atende, principalmente de professores do ensino superior: "Em algumas (instituições), os alunos fazem um motim contra o professor e a escola prefere demitir o profissional a ficar do lado dele", relata.

Entretanto, ela identifica que a maior quantidade de casos está no ensino fundamental. "São professores com problemas somáticos - depressão, ansiedade, às vezes síndrome do pânico - e, em alguns casos, se houve um assalto na escola, por exemplo, depressão pós-trauma", diagnostica. De acordo com Alexandrina, "entre 30% e 40% acabam desistindo da profissão, o que caracteriza que o problema é decorrente da ocupação".

O tratamento, segundo a psiquiatra, varia muito. "Dependendo do grau de desgaste, a pessoa pode passar somente por psicoterapia, ser medicada temporariamente com ansiolítico ou antidepressivo e, às vezes, tem de ser deslocada para uma função burocrática ou passar a trabalhar com outros tipos de alunos."

48% das pessoas que trabalham em escolas apresentam algum sintoma de estresse, segundo pesquisa realizada em âmbito nacional pela Universidade de Brasília

Uma preocupação de Alexandrina é com a violência. Chaga dos grandes centros urbanos do país, a violência é apontada por muitos pesquisadores como um fator estressor importante que atinge comumente os professores que lecionam em escolas situadas em regiões de risco, com altos índices de criminalidade e, em alguns casos, presença do tráfico de drogas. Ainda que a violência possa atingir direta ou indiretamente qualquer um, "a gente tem de dar um enfoque maior para a escola, pois ela lida com a criança e com o adolescente que serão cidadãos, e é nesse meio que a violência é cultuada", alerta a psiquiatra.


Origens múltiplas

"O burnout é uma síndrome multideterminada, ou seja, uma combinação de fatores facilita o surgimento dela", explana Iône Vasques-Menezes, da UnB. Dessa maneira, ainda que as dificuldades com disciplina, desvalorização da atividade e exposição à violência despontem como seus principais causadores, não se pode desprezar outros motivadores das doenças psicossomáticas dos professores.

Marilda Lipp, da PUC-Campinas, cita o tecnoestresse, que seria o contato cada vez mais freqüente com tecnologias em sua atividade escolar, o que demanda conhecimento de processos e, em muitos casos, um aumento da carga de trabalho para fazer relatórios via rede, por exemplo.

Francisco Nunes Sobrinho, da UERJ, tem como referencial a ergonomia. "Você pode ficar estressado, dentro da ergonomia cognitiva (disciplina que estuda os processos cognitivos em situações de trabalho), pelo excesso de informação que recebe. Isso pode provocar uma descompensação, pois o problema maior é não saber o que fazer, não ter uma resposta para a situação", explica. Ele adverte também que o ambiente físico é um estressor. O incômodo gerado pelo ruído excessivo ou pela temperatura elevada podem contribuir bastante para o desenvolvimento de um estresse crônico entre os professores.


Por onde começar?

Como as causas dos problemas psicológicos dos professores têm origens distintas, os caminhos para sua solução também são variados. A presidente da CNTE, Juçara Vieira, lembra do que é óbvio para começar a valorizar a profissão, mas que costuma ser esquecido com assustadora regularidade: o salário. "O importante é se ter um piso salarial que permita, por exemplo, trabalhar para apenas uma escola", comenta.

Ela cita também a necessidade de ter uma escola democrática que fortaleça as relações interpessoais e de aplicar políticas públicas de formação permanente. Nunes Sobrinho corrobora a tese de que é preciso preparar os professores. "A mudança do cenário passa pela formação das pessoas, por começar a incorporar no currículo algumas questões de comportamento." O psicólogo dá um exemplo que presenciou: "Trabalhei em uma escola de periferia em que a criança levava um bilhete chamando o pai para uma reunião, e ela era espancada antes mesmo de o pai saber do que se tratava. Isso demonstra que a professora só trabalha com o lado negativo. O pai só é chamado para ouvir crítica. O professor ainda não aprendeu que tem de chamar o pai também para fazer elogios. Quando começaram a chamar alguns pais para elogios, as crianças queriam que os seus pais fossem chamados também".

Para Iône, há na atividade a sensação de que se dá muito, mas não se recebe nada em troca, o que provoca insegurança e desânimo. Ela acredita que o professor precisa de afeto para transmitir conhecimento. "Se ele não gostar dos alunos, não conseguirá transmitir nada." A psicóloga da UnB acha difícil estabelecer uma única linha de atuação para diminuir o burnout. "Se é uma síndrome de trabalho, teria de mudar a organização do trabalho dependendo das condições em que ocorre naquela comunidade". Ela esclarece que em uma cidade pequena, ainda que a infra-estrutura da escola seja inferior quando comparada à de um grande centro desenvolvido, a proximidade com a sociedade local acaba compensando e o professor fica menos exposto. "É mais fácil identificar fatores que protejam contra o burnout do que os causadores - controle sobre o trabalho, suporte social, ligação da escola com a comunidade, reconhecimento social."

55% dos professores brasileiros ouvidos em pesquisa da Unesco afirmaram ter problemas para manter a disciplina em sala de aula

Com uma abordagem menos voltada para a idéia de síndrome trabalhista, a professora do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Católica de Brasília (UCB), Sandra de Almeida, avisa que o professor se apresenta com uma expressão de grande sofrimento psíquico e um mal-estar visível. Ela baseia suas afirmações em pesquisas realizadas com docentes na complementação pedagógica para professores do magistério no Distrito Federal, dos quais "cerca de 20% têm licenças médicas motivadas por estresse".

Isso tem como conseqüência o absenteísmo, ou seja, os professores faltam muito. "Eles fazem pedidos de transferência para secretaria, fazem de tudo para não estarem presentes em sala de aula", relata. "Quando nada mais funciona, utilizam o recurso da licença médica."

Sobre as críticas de diversas secretarias de educação de que muitos professores querem licenças simplesmente para matar trabalho, a psicóloga retruca: "é claro que muito disso pode ser 'mais ou menos fingido', mas tem um valor psíquico para o sujeito. Por que ele se apresentaria como um sofredor? Podemos chegar à conclusão de que isso não se configura como depressão, mas pode ser um estresse".

Sandra destaca que o professor não é escutado no ambiente escolar. Na opinião dela, esse profissional convive muito tempo com os alunos e lida com demandas diversas e contraditórias e não tem com quem conversar. "Assim, o médico é a figura que pode ajudar e que, em último caso, pode afastá-lo da sala de aula, e isso pode aumentar ainda mais a sua angústia."

"A leitura que faço é de como podemos intervir no âmbito da formação de pessoal", explica. Sua proposta é resgatar a memória educativa desse professor para entender como alguns expostos às mesmas condições conseguem fazer algo criativo e outros caem na depressão. Identificar sua história como estudante, ideais educativos. Fazer com que ele perceba que não é o único a ter problemas psicológicos e que pode encontrar soluções por meio de relações interpessoais. "Ele precisa se interrogar, caso contrário, não há o que fazer."

Vale a pena tentar entender o que aflige e adoece o professor brasileiro, esse indivíduo difícil de ser explicado. Afinal, segundo a pesquisa realizada pela UnB, esse trabalhador, com todos os problemas que enfrenta, ainda pertence a uma categoria que apresenta índices de satisfação profissional próximos de 90%.

FONTE: http://www.alagoas24horas.com.br/conteudo/index.asp?vEditoria=Reportagens%20Especiais&vCod=25015.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

ISMA - BR 2009

Trabalho, Stress e Saúde: investindo no potencial humano - da teoria à ação

23 a 25 de junho de 2009

Centro de Eventos Plaza São Rafael, Porto Alegre, RS

O evento que faz a diferença

Congresso multidisciplinar que objetiva examinar a teoria e a prática sobre as constantes pressões e mudanças profissionais e suas conseqüências para a saúde, o bem-estar e a segurança dos trabalhadores.


Temática

Qualidade de Vida, à Saúde, ao Gerenciamento do Stress e à Responsabilidade Social:
Assédio moral
Burnout
Diversidade de papéis
Doenças ocupacionais
Efeitos psicológicos do stres
Gerenciamento do stress
Integração trabalho e família
Jornada de trabalho
Qualidade de vida
Responsabilidade social
Stress e sistema de imunidade
Stress pós-traumático
Stress profissional
Tendências atuais do trabalho
Trabalho e doenças cardiovasculares
Trabalho e saúde
Trabalho em turno
Violência no trabalho

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

CRISE ECONÔMICA E AGORA ?


O desenvolvimento tecnológico gera profundas alterações na economia mundial. Uma delas que podemos presenciar em nosso dia a dia, é que perdem valor as coisas tangíveis e passam a ser valorizadas as intangíveis. As máquinas, matéria prima, prédios e outros bens convencionais estão sendo substituídas pelas células, fibras óticas, automatização, programas de computação, engenharia genética, isto só para citar alguns desenvolvimentos tecnológicos que geraram uma verdadeira mutação econômica e social. As empresas com dificuldade de adaptação ao novo modelo econômico são candidatas naturais, a enfrentar graves crises com perspectivas sombrias de seu futuro. Temos agora os Estados Unidos como pivô de mais uma crise mundial. E neste momento difícil da economia norte americana surge à aposta em um líder carismático, valorizando a ideologia capitalista e democrática como sendo a alternativa para sair da crise criada por esta própria ideologia. A proposta esta sustentada no afetivo e emocional das pessoas, mais particularmente dos norte americanos, destacando a vontade e o nacionalismo como vetor fundamental para superação da crise. Deixa de ser um problema inteiramente econômico social e assume características emocionais, que envolve a nação num desejo de “nós podemos ser melhores”.
Mais do que um pacote econômico, com congelamento de preços ou alternativas terceiro mundistas, destaca-se uma idéia apresentada na força dos ideais norte americanos. Estamos diante de um exemplo clássico da valorização das idéias, da não matéria em detrimento da concretude de uma proposta puramente econômica. É uma alternativa de sair da crise em conformidade com a mega tendência de valorização do conceito de não matéria. Apenas alguns pequenos exemplos para reforçar esta mega tendência: o meu avô se barbeava utilizando uma navalha, meu pai utilizava uma lâmina de barbear inventada por Gillette e hoje eu uso aparelhos descartáveis de barbear. Uma busca pela não matéria. Como professor universitário eu vejo os alunos com sues note books dispensando as apostilas e livros. Temos as máquinas fotográficas descartáveis. Hoje a grande maioria dos hotéis não possui chaves para os quartos e sim cartões magnéticos. Podemos preencher mais algumas folhas com exemplos de não matéria sendo o valor principal de nosso século.
As organizações que acompanham as mega tendências, estão conscientes que o seu valor não se mede mais em termos de seu patrimônio físico, seja ele constituído de dinheiro, prédios, máquinas, terras ou outros mais. Hoje uma empresa valerá mais do que outra em termos de comparações que envolvem a não matéria, ou seja, em relação à capacidade intelectual de seus recursos humanos. Estes são valores que não se sabe como contabilizá-los. O capital financeiro, recurso estratégico da sociedade industrial, é substituído, na sociedade informatizada, pelo capital humano. Isto requer uma nova concepção por parte das organizações, mais fluída, flexível e principalmente ágil no aproveitamento do tempo e adaptação às mudanças. No atual quadro econômico, a adoção desta nova concepção é uma questão de sobrevivência. Não só para as grandes empresas, mas também para as pequenas organizações. Portanto precisamos aprender a investir na capacitação e intelectualização do capital humano. Pois ele é, com certeza, o principal recurso para sobreviver em tempos de crise. As pessoas na organização devem ser capazes de fazer julgamentos, adotar decisões em vez de executarem mecanicamente ordens transmitidas. Mesmo porque as empresas precisam superar as barreiras da comunicação e incentivar a inovação. Em tempos de crise a educação é o fator decisivo da sobrevivência de uma empresa, pois os recursos financeiros e concretos de uma organização são finitos, mas nós sabemos que a informação e a aprendizagem são infinitas. O que as pessoas podem dentro de suas habilidades surpreenderá qualquer expectativa, desde que ela tenha o devido preparo técnico, pessoal e motivacional. O empresário que corta custos de treinamento em tempos de crise, esta na contramão das mega tendências e terá o seu negócio ameaçado a cada crise. Mais uma vez os Estados Unidos utilizam sua potencia ideológica, em busca de alternativas da superação de sua crise econômica. Copiamos muitas coisas dos norte americanos, que possamos aprender algumas lições de como enfrentar problemas econômicos utilizando o capital intelectual.

FONTE: José Fabiano Ferraz

http://anatomiadasaude.blogspot.com/2008/11/mais-uma-crise-mundial-e-agora.html

Crise econômica provoca stress

Insónias, dores de cabeça, palpitações e dores no peito são alguns dos sintomas que cada vez mais portugueses estão a apresentar nos consultórios médicos, associados à crise económica, o que preocupa os cardiologistas.

O presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPC), Manuel Carrageta, tem acompanhado a crise económica mundial, e em especial a que se vive em Portugal, através dos seus doentes.

Nos últimos meses, as pessoas têm acusado sintomas de risco para o coração que o médico atribui às dificuldades financeiras por que estão a passar.


Factores de risco


Cefaleias (dores de cabeça persistentes), insónias e dores no peito são alguns dos sintomas que muitos doentes têm apresentado nos consultórios e que «estão associados a estes últimos tempos de crise», disse Manuel Carrageta.

Para o presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia, estas são alturas em que os riscos, já grandes, se tornam ainda maiores porque «as pessoas têm tendência para praticar hábitos pouco saudáveis e muito pouco amigos do coração, como comer comida muito doce ou salgada, fumar e beber álcool em excesso».

Por esta razão, os cardiologistas recomendam hábitos de vida saudáveis, uma dieta equilibrada e prática de desporto. Exercícios de relaxamento e de respiração são algumas das receitas para estes tempos de crise.

Contudo, e nos casos em que os doentes já apresentam problemas de coração, a receita passa por intensificar a terapêutica.

Ao elevado número de casos de diabetes, colesterol elevado, hipertensão e obesidade, a crise económica junta-se agora aos factores de risco dos acidentes cardiovasculares, que matam anualmente 40 mil portugueses.


Manuel Carrageta contou à Lusa que já acompanhou casos de pessoas que «perderam tudo».

Algumas tinham as poupanças de uma vida no banco Lehman Brothers, que faliu recentemente.

Outras foram surpreendidas com os efeitos da crise em aplicações que tinham e que desconheciam estarem ligadas à bolsa, e por isso perderam muito dinheiro.

Manuel Carrageta também seguiu casos de pessoas que perderam o emprego, por pertencerem a quadros de empresas norte-americanas que simplesmente fecharam as portas de um dia para o outro.

O "monstro" que mata

No meio desta crise, o organismo sente-se em perigo e começa a funcionar como se estivesse ameaçado por um monstro, libertando hormonas que desde sempre permitiram ao homem fugir e lutar.

O homem sempre dispôs deste mecanismo, que permitia na pré-história fugir dos animais ou ter mais força para combater estes e outros inimigos, segundo Manuel Carrageta.

As hormonas que se libertam em situações de grande stress e de medo levam a que o sangue seja orientado para os braços (para fomentar a luta) e para as pernas (permitindo a fuga).

Como o homem não pode fugir do “monstro” da crise, mas o sangue é na mesma orientado para estes membros, dá-se uma grande sobrecarga do coração, pois sobe a tensão arterial e é maior a frequência cardíaca, o que aumenta os riscos de um ataque cardíaco.

No fundo, pormenorizou, é o próprio organismo que, ao accionar este mecanismo de defesa, se agride a si próprio, ameaçando o coração.

FONTE: http://quiosque.aeiou.pt/gen.pl?mode=thread&fokey=ae.stories/12396&va=822298&p=stories&op=view

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Stress management

O que é o stress de gestão?

O conceito de gestão estresse é uma combinação de dois conceitos. O stress é o conceito de qualquer coisa que tenha um efeito sobre o padrão de comportamento ou de uma pessoa, seja bom ou ruim. Também pode ser tanto tangíveis ou gadgets como itens que contribuem para a atenuação do trabalho e esforço, ou pode ser intangíveis como conceitos e emoções trazidas pelos acontecimentos e preferências pessoais.

Administração é o processo de identificação adequada e eficaz tratamento elementos do quadro organizacional do nada. A gestão pode ser feito através da aquisição mais pessoas para manter a estrutura para você, ou ele pode ser feito no nível micro da autodeterminação. Gestão neste contexto é a capacidade de um indivíduo para manter adequadamente o sistema de auto funcionalidade, integrando mente e corpo.

Stress gestão, portanto, é a identificação dos elementos do stress - estressores e a capacidade de segurá-los e controlar eficazmente esses estressores, sem terem qualquer efeito adverso.

Finalidade

O que é a gestão do stress fim? A criação do conceito de stress de gestão começaram a ser realizadas com o aumento de estudos sobre comportamento humano como os avanços tecnológicos e as civilizações evoluíram rapidamente para a modernização. Mais de aplicar conceitos e práticas da vida diária alegando responsabilidades aumentaram devido ao aumento destas facilidades tecnológicas também têm aumentado a carga de responsabilidades que cada indivíduo tem de cumprir adequadamente a caber em uma sociedade moderna.

Com o aumento da adicionado à variação de tensão social estressores como os principais acontecimentos culturais, sociais e de vida básicas para o estudo chamado tem de ser capaz de identificar esses novos estressores e compreender os seus efeitos sobre o pensamento humano e racionalidade.

Implementação
O que é o estresse
gestão da forma de administração? Stress procedimentos de gestão pode ser feita pelo indivíduo para a autodeterminação como um método terapêutico, ou pode ser obtida a partir de instituições que especializam em stress procedimentos de gestão.


Para as pessoas em diferentes esferas da vida
< br> O que é o stress de gestão para os diferentes povos? Ocupações diferentes de pessoas diferentes stress desenvolver padrões e não exige o mesmo conjunto de intervenções de gestão stress. Por exemplo, um estudante teria diferentes factores que contribuem para sublinhar como a de um trabalhador escritório, ou até mesmo para um jovem a atravessar dificuldades talvez domésticos. Stress gestão é mais profundo do que apenas a identificação normal. Estes estressores podem ser eficazmente enfrentados a insistir na gestão instituições.


Final resultado esperado

O que é a gestão do stress resultado esperado? O resultado esperado de stress de gestão não é a erradicação da estressores como estes são sempre vai ser a volta. O objectivo principal do stress é ter uma gestão eficaz protocolo para ser capaz de organizar a estressores identificados e saber como estas podem ser incorporadas na vida diária sem perturbar as outras obrigações de um indivíduo.


FONTE: http://freearticlesonline.pt.zjgglive.com/stress-management-techniques/what-is-stress-management-an-overview.html

O que é BRUXISMO ?

O bruxismo atinge homens e mulheres, crianças e adultos de todas as faixas etárias. A doença aumenta conforme o nível de stress físico ou emocional que a pessoa é submetida. A ansiedade também colabora para o aumento. “O Stress é a causa principal”, afirma o cirurgião dentista José Carlos. A doença também conhecida como briquismo, é o ato de ranger ou pressionar os dentes. Apesar de se mais conhecida durante o sono, pode acontecer com a pessoa desperta também.

Sem cura conhecida, esse hábito involuntário desgasta os dentes. O esmalte, que é a primeira camada e tem a função protetora, é o mais afetado. Em seguida é desgastado o dente propriamente dito. A parte mais atingida costuma ser os dentes da frente e de forma desigual. Quem sofre da doença e usa prótese acaba tendo o desgaste nos dentes de trás.

Além disso, o bruxismo pode causar dor na articulação, nos músculos da mastigação, de cabeça, ouvido e até generalizada. Nesses casos a dor chega a ser insuportável, diz José Carlos. Quando a doença atinge esse nível, são receitados medicamentos como antiinflamatórios, relaxantes musculares, e até micro-cirurgias para os casos mais graves.

O tratamento da doença é feito com um aparelho móvel, como uma forma de resina que é colocada nos dentes para evitar o atrito, evitando assim o desgaste. Nos dentes já afetados é feito tratamento dentário em conjunto. Durante o tratamento hábitos como mascar chiclete devem ser evitados para prevenir dor na mandíbula. E a pessoa deve sempre ser acompanhado pelo dentista.

Ajuda Alternativa - Apesar de não ter cura o bruxismo é uma doença que após um período de tratamento costuma diminuir ou desaparecer. Porém basta que o paciente sofra qualquer pequeno stress ou ansiedade para que a doença volte, ou se torne mais forte. Por isso é indicado que o paciente adote algum tipo de ajuda para aliviar a ansiedade e o stress. Exercícios, relaxamentos e terapias são indicados. O que importa é tentar diminuir os fatores que possam aumentar a doença.

Bruxaria do Atrito – O curioso nome da doença nada tem haver com bruxos e feitiços. Segundo o Guia Dos Curiosos, a palavra tem origem no idioma grego, onde “bruxus” significa atrito.

FONTE: Kelly Kecioris - http://www.online.unisanta.br/2004/05-15/saude-3.htm.

Stress prejudica os dentes.

Um estudo realizado por pesquisadores da Unicamp destaca forte relação entre o estresse e a ocorrência de doenças periodontais, que podem causar retração do tecido ósseo e perda dos dentes

(Agência Fapesp) – Pessoas estressadas têm mais chance de desenvolver doenças periodontais, de acordo com um estudo realizado por pequisadores da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e publicado na edição de agosto da revista Journal of Periodontology, da Associação Norte-Americana de Periodontologia.

As doenças periodontais atingem o conjunto de tecidos ao redor dos dentes, responsável por sua fixação e que inclui gengivas, ossos alveolares e fibras que ligam a raiz dental ao osso. De caráter infecto-inflamatório, as doenças periodontais podem causar destruição do tecido ósseo e levar à perda dos dentes.

Ao realizar uma revisão sistemática da literatura internacional a partir de 1990, a pesquisadora Daiane Peruzzo, do Departamento de Periodontia, encontrou 58 artigos científicos que relacionavam doenças periodontais ao stress e a outros tipos de fatores psicossociais.

“Do universo de artigos considerados, 14 preencheram os pré-requisitos. Desses, a maioria indicava fortes relações entre o stress e as patologias. Esse resultado deu fundamento ao prosseguimento do nosso estudo”, disse Daiane.

FONTE: http://74.125.45.132/search?q=cache:4cCjLH17clUJ:www2.uol.com.br/vivermente/noticias/stress_prejudica_os_dentes.html+stress+dente&hl=pt-BR&ct=clnk&cd=1&gl=br&lr=lang_pt

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

O Stress e Diabetes

O stress acontece quando seu corpo reage como se estivesse sob ataque. A origem do stress pode ser física, como algum machucado ou doença. Ou mental, como problemas no casamento, trabalho, saúde, ou financeiro. Quando ocorre o stress, o corpo se prepara para agir. E essa preparação faz com que os níveis hormonais cresçam muito. O efeito em cadei gera muita energia armazenada – glicose e gordura – disponíveis para as células. Então, estas células são preparadas para ajudar o corpo a se livrar do perigo.

Em pessoas com diabetes, essa reação não funciona bem. Não é sempre que a insulina é capaz de deixar energia extra entrar nas células, logo a glicose se empilha no sangue. Muitas vezes a origem do stress não tem um tratamento a curto prazo. Por exemplo, pode levar meses para se recuperar de uma cirurgia. Os hormônios do stress que são designados para tratar com o perigo a curto prazo permanecem por um longo período. Como resultado, stress de longo prazo pode causar níveis altos de glicose no sangue por muito tempo.

Muitos casos de stress têm origem mental. Como o stress físico, o stress mental pode ser de curto prazo – como ficar preso no trânsito. Pode ser também de longo prazo – trabalhar com um chefe muito exigente, ou cuidar de um parente idoso. No stress mental, o corpo bombeia hormônios sem proveito. Nada resolve quando o seu “inimigo” é sua cabeça.



Como o stress altera a diabetes


Nas pessoas com diabetes, o stress pode alterar os níveis de glicose. E isso acontece de duas formas. Primeiro, provavelmente a pessoa sob stress não se cuida. Elas podem beber mais álcool ou se exercitar pouco. Elas podem esquecer, ou não ter tempo, para testar seus níveis de glicose ou planejar bem suas refeições. Segundo, stress hormonais podem alterar diretamente os níveis de glicose. Segundo estudos realizados por cientistas, os efeitos do stress em pessoas com diabetes tipo 1 são mais complexos. Enquanto na maioria, o stress mental eleva os níveis de glicose, em outros os níveis podem baixar. Nas pessoas com diabetes tipo 2, o stress mental aumenta os níveis de glicose freqüentemente.



O stress físico, como uma doença ou dano físico, causa níveis altos de glicose no sangue em ambos os casos de diabetes, isto é, tipo 1 e tipo 2.



Para algumas pessoas com diabetes, controlar o stress com uma terapia de relaxamento, parece ajudar. Ajuda mais as pessoas com diabetes tipo 2 do que as com diabetes tipo 1. Essa diferença faz sentido. Em pessoas com diabetes tipo 2, o stress bloqueia o corpo de soltar a insulina, logo cortar o stress ajuda essas pessoas. Pessoas com diabetes tipo 1 não fabricam insulina, logo a redução do stress não tem o mesmo efeito. Reduzir o stress pode ajudar pessoas com diabetes tipo 1 a se cuidarem melhor.

IMPORTANTE

Procure o seu médico para diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios.
As informações disponíveis no site da Dra. Shirley de Campos possuem apenas caráter educativo.
Publicado por: Dra. Shirley de Campos


Fonte: ADA - American Diabetes Association

www.diabete.com.br

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Transtorno de Stress pós Traumático ou TEPT

O Transtorno de Stress pós Traumático ou TEPT é uma reação do organismo parecida com a Síndrome do Pânico, porém com uma característica importante: É uma reação a acontecimento inesperado, ameaçador, imprevisível e traumático, por exemplo: combate, seqüestro, prisão, assalto, estupro, acidente, agressão física ou moral, etc.

Um diagnóstico preocupante, um resultado de exame de laboratório que indique doença grave, uma cirurgia difícil, um pós operatório complicado. Uma perda financeira ou afetiva. Incêndio, inundação, terremoto, combate. Também pode desenvolver quando a pessoa testemunha ou fica sabendo de uma experiência semelhante que ocoreu com outra pessoa de sua família ou de seu relacionamento.


Sintomas do Estresse pós Traumático:
Apresenta em maior ou menor grau vários sintomas da Síndrome do Pânico:

(Taquicardia, sudorese, falta de ar, tremor, fraqueza nas pernas, ondas de frio ou de calor, tontura, sensação de que o ambiente esta estranho, de que vai desmaiar, de que vai ter um infarto, de uma pressão na cabeça, de que vai "ficar louco", de que vai engasgar com alimentos, assim como crises noturnas de acordar sobressaltado com o coração disparando e com sudorese intensa, diarréias, sintomas de uma Labirintite, pensamentos que não saem da cabeça de que poderiam ter doenças graves mesmo que todos os exames sejam normais ou de que poderiam fazer mal a si mesmo ou a outras pessoas) mais: Pesadelos e terrores noturnos relacionados com o evento traumático.

Com o passar do tempo, o paciente de Stress pós Traumático ou TEPT desenvolve um estado depressivo crônico com apatia, irritabilidade, desinteresse, diminuição de memória e culpa. Algo que lembra a situação desencadeante pode causar ataques de ansiedade. A pessoa passa a evitar situações que possam lembrar o evento que provocou o Stress pós Traumático. Diminuição de rendimento escolar e profissional
Isolamento social. Desesperança com relação a planos de vida de antes do evento traumático.

Tratamento do Stress pós Traumático ou TEPT :
Medicação, que alivia a maioria dos sintomas em poucos dias.
Conversar com um terapeuta experiente.
EMDR (Desensibilização e Reprocessamento através de Movimentos Oculares)
Massagem de relaxamento, Yoga e Meditação.



Fonte: http://www.psiquiatra-sao-paulo.com/Disturbio_de_Stress_pos_traumatico.htm

sábado, 1 de novembro de 2008

Stress no trabalho ...

O prejuízo do stress no trabalho
Para reduzir perdas de R$ 80 bilhões, empresas investem em programas de qualidade de vida dos funcionários

GREICE RODRIGUES


Em busca do equilíbrio
O stress é o grande vilão da saúde. E é também um dos principais problemas das empresas brasileiras. Uma pesquisa da International Stress Management Association (Isma), entidade que estuda o problema em 12 países, revelou que 70% dos trabalhadores registrados no Brasil sofrem de stress ocupacional. É um número alarmante. Em 2005, o País tinha 29 milhões de empregados com carteira assinada, segundo o IBGE. Feitas as contas, tem-se mais de 20 milhões de funcionários estressados - isso, sem contar outro tanto que trabalha na economia informal e não aparece nas estatísticas da entidade. O dado foi divulgado há duas semanas, durante um congresso em Porto Alegre.

"O mais assustador é que esse fenômeno está aumentando a cada ano", revela a psicóloga Ana Maria Rossi, presidente da seção brasileira da Isma.

O stress ocupacional causa dores musculares, enxaqueca, irritação, problemas digestivos, mudanças de humor e falta de concentração.

Os sintomas são uma resposta do corpo e da mente a situações como a sobrecarga de trabalho, a falta de autonomia e a pressão excessiva para o cumprimento de metas. "Essas condições estão formando uma legião de trabalhadores doentes. A cada dez atingidos, três apresentam um grau tão devastador de esgotamento que pode levar à depressão e à morte", diz Ana Rossi. Esse apagão da mente, chamado de burnout, exige tratamentos com psicoterapia e antidepressivos. E impacta o resultado das companhias. No Brasil, os custos relacionados à rotatividade, licenças médicas, queda na produtividade e faltas ao trabalho chegam a R$ 80 bilhões ou 3,5% do Produto Interno Bruto.

A epidemia de stress no trabalho já motiva algumas companhias a investir em programas de combate. Nada mais natural. "Esses programas resgatam a auto-estima, diminuem as doenças e melhoram o desempenho dos trabalhadores", disse a ISTOÉ o psiquiatra Redford Williams, da Duke University, nos Estados Unidos. A Avon, com 5,5 mil funcionários, investiu em várias ações para manter os índices de afastamento e falta no trabalho em baixa. A de maior efeito foi a criação de um berçário para crianças de até dois anos de idade. As mulheres correspondem a 60% dos trabalhadores. "As mães viviam aflitas por ficarem longe dos filhos. Isso interferia no trabalho", conta Elza Maio, coordenadora da área de responsabilidade social da empresa. Uma delas é Vanessa Antonelli, mãe de Lucas, um ano e três meses. "Saber que ele está sendo bem cuidado me deixa tranqüila para trabalhar", afirma.


BEM-ESTAR Vanessa e o filho Lucas, entre o médico Roberto, a nutricionista Andréa e a colega Crislaine.

A Serasa, empresa de informações de crédito, criou um programa de desenvolvimento humano para seus 2,3 mil funcionários. Implantou apoio psicológico, orientações de saúde e nutricional, atividades musicais e até centros de educação básica e superior para funcionários e familiares. Também criou áreas para meditação e reza. Uma das beneficiadas é a técnica administrativa Sandra Regina da Silva. Ela encontrou nas aulas de flauta uma forma de extravasar suas emoções.

"É uma terapia e me faz esquecer o stress diário", diz Sandra. O presidente da Serasa, Elcio Aníbal de Lucca, atribui parcialmente o crescimento de 20% da empresa no ano passado a esse investimento. "Boa parte do nosso sucesso está atrelada ao bem-estar e à qualidade de vida dos nossos funcionários", diz.


Acima, Silvia Regina, do Serasa, estuda flauta
O especialista americano James Quick, pioneiro no gerenciamento do stress corporativo, diz que as ações mais eficientes são as que ensinam a identificar as situações críticas no trabalho ou fora dele. O trabalhador também precisa fazer a sua parte. "A empresa não é a única responsável pela sua saúde. Os melhores resultados surgem quando o indivíduo aprende a cuidar de si mesmo", disse Quick a ISTOÉ.

Fonte: